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Chuva » Chuva deixa Minas em alerta máximo Depois de um Natal com leve trégua, a previsão é de que a chuva voltará a se intensificar em todo o estado. Chuvas já causaram 18 mortes

Estado de Minas

Publicação: 26/12/2013 07:11 Atualização:

Em Governador Valadares, já choveu em dezembro quase três vezes mais do que a média histórica para o mês foto: Carlos Eller / Divulgacao (Carlos Eller / Divulgacao)
Em Governador Valadares, já choveu em dezembro quase três vezes mais do que a média histórica para o mês foto: Carlos Eller / Divulgacao

O governador Antonio Anastasia vai, na manhã desta quinta-feira (26/12), ao Vale do Rio Doce, para verificar as consequências das chuvas que atingiram a região nos últimos dias. Às 11h30, Anastasia concede entrevista coletiva, no aeroporto de Governador Valadares.

Depois de um Natal com leve trégua, a previsão de que a chuva voltará a se intensificar  em todo o estado – com tendência de grandes volumes no fim de semana – tira o sono de milhares de atingidos por inundações e desabamentos em Minas. Temporais estão previstos para todas as regiões, mas principalmente para o Leste, área que contabiliza mais estragos e prejuízos e onde ontem foi confirmada a 17ª morte da temporada. Em municípios como Governador Valadares e Aimorés, já choveu em dezembro quase três vezes mais do que a média histórica para o mês. A 18ª vítima foi localizada em um desabamento em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Em Aimorés, considerado o município mais seriamente atingido, cerca de 4 mil imóveis foram afetados, 809 casas em um único bairro foram inundadas e 300 estão sob risco de desabamento. Ontem, a executiva da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) viajou para a cidade e hoje o governador Antônio Anastasia deve visitar a região. Também em Belo Horizonte a chuva  está causando estragos. Prédios vizinhos a três construções estão ameaçados e alguns foram interditados.

De acordo com o geógrafo Carlos Wagner Coelho, da Cemig, já choveu 831 milímetros desde 1º de dezembro em Aimorés. O índice – que representa 831 litros de água em um metro quadrado – é 290% maior do que o previsto para o mês (213 mm). A cheia na cidade é resultado do transbordamento dos rios Manhuaçu e Doce, além do grande volume de três córregos da bacia. A última forte chuva foi registrada na véspera do Natal, quando 85% da parte baixa do município ficou debaixo d’água.

O hospital municipal e um centro de saúde estão interditados e moradores de distritos na zona rural estão isolados, já que o acesso por estradas vicinais está interrompido. “Praticamente toda a cidade foi atingida por algum tipo de problema. O comércio teve perdas e há muitos desabrigados. Alguns estabelecimentos não conseguem  repor os estoques e já falta água potável em algumas comunidades há dias”, afirma o coordenador municipal de Defesa Civil, Jorge Luiz Silva. Segundo ele, a vazão do Rio Doce na altura do município, medida ontem, era de 4.800 metros cúbicos por segundo, 140% mais que o normal. A cidade decretou estado de calamidade e tem recebido ajuda da Cedec.

Em Valadares, a média de chuva em dezembro é 294% superior aos 160 mm historicamente registrados. “A situação da Região Leste é preocupante, e os mapas mostram previsão de muita chuva ainda para aquela área do estado, bem como para o vizinho Espírito Santo”, alerta o geógrafo Carlos Coelho. Em Belo Horizonte, onde o Ribeirão Arrudas voltou a transbordar, na Avenida Tereza Cristina, a chuva já ultrapassou em 50% os 319mm previstos para dezembro, acumulando 484mm até ontem.

Resgate

Uma semana depois do deslizamento de uma encosta em Sardoá, no Vale do Rio Doce, bombeiros encontraram o corpo da sexta vítima, Leandro de Souza Batista, de 7 anos. Com isso, sobe para 17 o número de mortos em Minas em consequência das chuvas. São 77 municípios afetados, dos quais 25 decretaram situação de emergência. Há 3.410 mineiros desabrigados e 744 desalojados, com 6.148 casas danificadas e 67 destruídas.

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