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Minas Gerais » Incêndio destrói Caminhões de lixo em BH Fogo atingiu empresa terceirizada pela SLU para coleta de resíduos em três regiões de BH e começou em tanque de combustível. Vizinhos saíram de casa temendo explosões

Tiago de Holanda

Publicação: 23/12/2013 07:08 Atualização:

Um incêndio atingiu na manhã de ontem 18 caminhões de coleta de lixo pertencentes a uma empresa contratada pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). Eles estavam estacionados em uma garagem no Bairro Dom Silvério, Região Nordeste de Belo Horizonte. Segundo o órgão da prefeitura, a empresa informou que 15 veículos ficaram inutilizados e outros três também foram queimados mas continuam em condições de uso. Uma perícia da Polícia Civil deverá apontar a causa do incêndio. Ninguém ficou ferido e o fogo não alcançou imóveis vizinhos. A SLU afirmou que já providenciou caminhões substitutos e que a coleta de lixo não será prejudicada.

A garagem fica no número 200 da Rua Fued Mansur Kluri, a meio quarteirão do Anel Rodoviário. O incêndio começou por volta das 11h, segundo o tenente Roberto Marangon, do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, que atendeu a ocorrência. Nove viaturas e 35 homens foram mobilizados para apagar o fogo. O combate durou cerca de uma hora. “O incêndio começou na cabine de um caminhão. Acredito que ele derreteu o tanque de combustível e o óleo diesel vazou, o que provocou uma propagação mais intensa do fogo”, disse Marangon. “Houve várias explosões por causa dos tanques que estavam cheios”, acrescentou.

Em um canto do terreno onde fica a garagem havia grandes recipientes com óleo diesel, que não foram atingidos pelo fogo. No local havia um vigilante e alguns cães, que saíram ilesos. As chamas aumentaram rapidamente e podiam ser vistas da rua, por cima do muro da garagem. Da janela de seu apartamento, em um edifício em frente, o motorista Hugo Wesley da Silva Lopes, de 26 anos, viu o início do incêndio e decidiu ajudar a combatê-lo antes de os bombeiros chegarem. Ele pegou um extintor do prédio onde mora. “Quando desci, o fogo só estava em um caminhão, mas o óleo vazou do tanque e foi espalhando o fogo por debaixo dos outros”, disse.

Ao ver as chamas se alastrarem, Hugo decidiu sair da garagem. Conseguiu salvar um veículo, que ele dirigiu e estacionou no outro lado da rua. Ele não foi o único vizinho que tentou controlar o fogo. O técnico em telecomunicações Caio Augusto Silva Barbosa, de 30, mora em um imóvel ao lado do galpão. Da janela da sala de estar, ele viu fumaça saindo de um caminhão. Foi até a garagem e alertou o vigilante. “Abrimos uns cinco ou seis caminhões, procurando os extintores, mas não tinha nenhum. Tentamos usar uma mangueira, mas ela não era tão longa, não deu para fazer muita coisa”, contou. “Quando o fogo aumentou, pensei que ia explodir e saímos”, disse.

Medo

Muitos vizinhos deixaram suas casas, temendo que elas fossem atingidas pelo incêndio. Houve gritos e correria. “A gente sempre se preocupou por causa desses tonéis de combustível no terreno, já que aqui é uma área residencial. Eles abastecem os caminhões aí dentro”, contou Caio.

A garagem é alugada pela empresa Ecopav Soluções Urbanas. Um homem identificado pelos bombeiros como locatário do terreno esteve no local na manhã de ontem, mas não quis falar com a imprensa. “Ele diz que tem o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros e alvará de funcionamento da prefeitura, mas não nos mostrou nada”, disse o tenente Roberto Marangon. O Corpo de Bombeiros e a prefeitura informaram que hoje farão vistorias para verificar se a empresa tem os dois documentos.

A SLU informou, por meio da assessoria de imprensa, que a coleta de lixo domiciliar em BH é realizada por três empresas, cada uma responsável por três regiões. A Ecopav presta o serviço no lote 2, que abrange as regiões Leste, Noroeste e Nordeste. O órgão municipal informou que a terceirizada usa aproximadamente 35 caminhões. Em toda a cidade, cerca de 100 veículos fazem a coleta diariamente. Parte dos caminhões substitutos dos 15 que foram inutilizados pelo fogo pertence à prefeitura e o restante foi providenciado com outras terceirizadas. Segundo a SLU, a solução é temporária, até a Ecopav repor a frota com veículos próprios.

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