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Chuvas » Sudeste em alerta por causa das chuvas Maior enchente dos últimos anos afeta mais de 20 municípios do Espírito Santo. Em Minas Gerais, número de mortos sobe para sete, cinco da mesma família. No estado do Rio, Búzios teve vários bairros alagados

Étore Medeiros

Publicação: 19/12/2013 10:57 Atualização: 19/12/2013 12:00

O verão nem começou e “todo o Espírito Santo sofre com as fortes chuvas”. A afirmação está no último boletim divulgado pela Defesa Civil do estado, às 18h de ontem. Desde segunda-feira, inundações e deslizamentos de terras já tiraram cerca de 3,5 mil capixabas de casa e levaram 700 pessoas a perderem em definitivo o local onde moravam. Quase 900 edificações foram danificadas nos 22 municípios mais gravemente atingidos pelas chuvas. Ao longo do dia de hoje, pelo menos nove prefeituras devem decretar situação de emergência ou estado de calamidade pública. Devido aos temporais, o Aeroporto de Vitória foi fechado às 14h de ontem para pousos e 11 voos haviam sido cancelados até o fechamento desta edição.

O coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa, coordenador estadual da Defesa Civil, diz que a região vive um “momento crítico”, como há muito não se via, mas garantiu que a situação está “sob controle”. “Esse período está com um volume de água muito grande, há desabrigados ou desalojados em 22 municípios, mas não há feridos, desaparecidos ou mortos”. Sistemas de alerta com sirenes — semelhantes aos utilizados na Região Serrana do Rio de Janeiro — estão sendo instalados nas cidades que mais sofrem com enchentes e deslizamentos, mas a expectativa é que só estejam funcionando no próximo período chuvoso, daqui a um ano.

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural emitiu na noite de ontem alertas para seis regiões do estado, inclusive à Grande Vitória.

Rio de Janeiro
Um dos destinos turísticos mais procurados do litoral brasileiro, principalmente no período entre o réveillon e o carnaval, Armação de Búzios, no litoral norte fluminense, também sofre desde a madrugada de ontem com as fortes chuvas, como há muito tempo não se via na região. “Há 17 anos não era registrado um volume desse”, relata Alberto Costa, secretário municipal de Saúde e Defesa Civil. A carga d’água chegou a 168 milímetros a cada duas horas, maior valor desde que foi criado o sistema de monitoramento pluvial da cidade, há quase duas décadas.

Segundo a prefeitura do balneário, que decretou situação de emergência, cerca de 150 pessoas estão desalojadas, mas não há registro de mortos ou desaparecidos. Bairros inteiros estão alagados e a Rodovia RJ-102 está interditada no trecho de Baía Formosa. Na Região Serrana do estado, a Defesa Civil emitiu alerta para o risco de transbordamento de rios, mas não há registros de áreas alagadas. Em 2011, as cidades serranas foram palco do maior desastre natural da história do Brasil, quando as chuvas vitimaram cerca de mil pessoas e deixaram 35 mil desabrigadas.

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