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Meio Ambiente » Exames confirmam que espuma em praias de Angra dos Reis não oferecem risco

Agência Brasil

Publicação: 18/12/2013 21:14 Atualização: 18/12/2013 22:13

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) divulgaram hoje (18) as conclusões dos exames da espuma que surgiu nas praias de Angra dos Reis, no sul fluminense, em outubro último. De acordo com nota técnica emitida pelos dois órgãos, a espuma não traz risco para a vida marinha ou para os seres humanos.

Técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Inea coletaram amostras nas praias de Itaorna e Brava e no Saco de Piraquara nos dias 31 de outubro, 2 e 4 deste mês. Em conjunto com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), foi feita outra coleta no último dia 9. O trabalho teve acompanhamento de técnicos do Ibama, órgão responsável pelo licenciamento ambiental da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).

De acordo com os laudos técnicos produzidos a partir desta coleta de material, o surgimento de espuma no mar deve ter ocorrido a partir da decomposição de algas, o que provocou o aumento de matéria orgânica na água do mar. O processo, associado a fenômenos oceanográficos, tais como ventos, ondas e ressacas, favorece o aparecimento de espuma. Não houve registro de mortandade de peixes ou redução da quantidade de pescado na região.

Como houve uma concentração de espuma nas proximidades da saída do sistema de resfriamento da Central Nuclear de Angra dos Reis, no Saco de Piraquara, pescadores e moradores levantaram a suspeita de que o problema tivesse relação com as operações das usinas atômicas, o que foi descartado.

A conclusão dos técnicos é que o processo de resfriamento das usinas provoca turbilhonamento e aumento da temperatura da água. Com o incremento de matéria orgânica na captação, isso potencializou a formação de espuma. O sistema, no entanto, não tem qualquer contato com materiais radioativos, motivo pelo qual não há riscos de contaminação.

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