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Curso de formação » Estande de tiro da Academia Nacional de Polícia vira caso de Justiça MP instaura procedimento de coleta de informações para verificar se terreno da Academia da PF está comprometido pelo chumbo de balas. Empresa que iria fazer a reforma diz que o local não tinha habite-se

Correio Braziliense

Publicação: 18/12/2013 08:54 Atualização:

Jose Varella/CB/D.A Press
Jose Varella/CB/D.A Press

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instalou ontem um procedimento para averiguar as irregularidades nos estandes de tiro da Academia Nacional de Polícia (ANP), da Polícia Federal, no Taquari. O problema teria ocorrido por falta de manejo adequado das balas disparadas contra barrancos que servem de anteparo. A cada curso de formação profissional, de acordo com um relatório da própria PF, os barrancos recebem cerca de 5,6 toneladas de chumbo. O procedimento do MPDFT, chamado “Notícia de Fato”, foi instaurado na 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (1ª Prodema), a pedido da promotora Luciana Bertini.

O procedimento, que pode dar início à instauração de um inquérito, será conduzido pelo promotor César Augusto Nardelli até que o titular da promotoria, Roberto Carlos Batista, volte de uma licença médica. Procurado, Nardelli preferiu não falar sobre a denúncia. Além da contaminação, os seis estandes do Serviço de Armamento e Tiro (SAT) também oferecem riscos à vizinhança por causa da falta de proteção contra disparos acidentais. Durante os treinamentos, a PF utiliza fuzis, cujas balas atingem alvos a até 3,5 mil metros de distância. Em três estandes, os disparos são feitos na direção de chácaras que ficam a apenas 200 metros dos barrancos.

A tentativa de reforma dos estandes de tiro da ANP, em 2010, mostrada ontem pelo Correio, não foi a primeira a fracassar. A academia manteve, entre 2008 e 2009, contrato semelhante com a empresa Mettroquattro Arquitetura Tecnologia Ltda, que também foi cancelado. A empresa diz ter formulado um projeto de reforma do SAT, que acabou rejeitado por causa de exigências da fiscalização. “O responsável pela fiscalização do contrato entendia muito pouco de engenharia, e ficou buscando pequenos detalhes técnicos para inviabilizar o trabalho. Mas o projeto foi entregue, poderia perfeitamente ser aplicado”, assegura o engenheiro José Valdez, diretor da Mettroquattro.

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