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Deslizamento » Deslizamento de terra atinge casa e soterra família em Minas Gerais Duas mortes já foram confirmadas pela prefeitura de Sardoá. Pelo menos outras cinco vítimas estão desaparecidas, entre elas, crianças e adolescentes

Estado de Minas

Publicação: 17/12/2013 14:50 Atualização:

Bombeiros, policiais militares e diversas autoridades de Sardoá, na Região do Rio Doce, trabalham para socorrer uma família que ficou soterrada por um barranco que deslizou no distrito de Córrego de Malacacheta, na manhã desta terça-feira (17/12). Quatro corpos, uma criança, uma mulher e dois homens, já foram retirados. Até o momento, nenhuma das vítimas foi identificada. O número total de desaparecidos ainda é incerto, mas há a possibilidade de que existam mais quatro pessoas soterradas.

De acordo o secretário de administração da cidade, Marcos Vinícius dos Reis, o município é atingido pela chuva há três dias. O deslizamento de terra aconteceu logo no início do dia. “A situação lá está complicada. Enquanto os bombeiros retiram as pessoas soterradas, mais terra vai caindo da montanha e prejudica os trabalhos. A encosta está literalmente desabando”, explica o secretário. A casa, onde viviam pelo menos sete pessoas, foi totalmente coberta pela terra. “Dois óbitos já foram confirmados. Ainda tem quatro ou cinco pessoas para serem retirados. Esperamos que saiam todos com vida”, diz Reis. Entre as vítimas desaparecidas estão crianças e adolescentes.

O prefeito de Sardoá, Cléber Pereira da Silva (PP), segue para o distrito de Malacacheta para ajudar as vítimas. “Ele está levando mantimentos para as pessoa que estão sendo retiradas do entorno e também para os bombeiros que ainda trabalham no resgate”, conta o secretário. Conforme Reis, a cidade é atingida pela chuva há pelo menos três dias. “Está chovendo sem parar. Choveu a noite inteira. Os córregos estão todos lotados e a terra encharcada”.

O número de vítimas ainda está sendo contabilizado pelas autoridades. Segundo o Capitão Gilberto de Jesus Costa, da 25ª Companhia Independente da Polícia Militar de Guanhães, que atende a região da tragédia, pelo menos cinco crianças estão entre os desaparecidas. “ A princípio são nove vítimas, dentre elas, cinco crianças. Bombeiros de Belo Horizonte que são especializados nesse tipo de socorro foram acionados para ajudar nas buscas. No início da tarde, os bombeiros de Governador Valadares interromperam as buscas por causa da periculosidade no local”, explica o militar.

A cidade está precisando de doações de alimentos, roupas e maquinário, como escavadeiras, para fazer o socorro às vítimas. Os materiais podem ser entregues na sede do jornal Folha de Guanhães, na Rua Néria Coelho Guimarães, no Centro da cidade.

Várias equipes do Corpo de Bombeiros de Governador Valadares, vizinha de Sardoá, foram encaminhadas ao povoado assim que a chamada foi recebida, por volta das 9h30. No entanto, os bombeiros ainda não têm informações vindas do local, pois Malacacheta não tem sinal de rádio ou celular.

A corporação também atende várias ocorrências em Valadares desde o início da manhã, pois uma chuva forte alagou várias ruas. Segundo os bombeiros, por volta das 12h, uma casa desabou e uma pessoa ficou ferida. Ela foi socorrida para o hospital, mas seu estado de saúde não era grave. Militares do setor administrativo também foram deslocados para atender as ocorrências e vistoriar imóveis.

Mortes em decorrência da chuva em 2013

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) já confirmou a morte de duas pessoas em decorrência da chuva em 2013. Em 4 de outubro, Romário Rocha Cazarim morreu atingido por um raio na cidade de Astolfo Dutra, na Zona da Mata de Minas. Ele trabalhava em uma área rural quando foi atingido.

Em 5 de dezembro, uma menina de 12 anos morreu vítima do desabamento de um barranco em Caratinga, Vale do Rio Doce. Vitória Carolina Venâncio dormia quando o grande volume de terra caiu e atingiu a parede do quarto onde estava. De acordo com o Corpo de Bombeiros voluntário da cidade, ela chegou a ser socorrida para o Pronto Atendimento, mas morreu horas depois. Os pais e o irmão de Vitória também estavam na casa, mas saíram ilesos porque o deslizamento ocorreu apenas do lado onde ficava a cama da menina.

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