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Academia » Erros em projeto adiam reforma na Polícia Federal, indica relatório A Polícia Federal contratou, em 2010, projeto de arquitetura para modernizar os estandes de tiro da Academia Nacional, no Taquari, mas o trabalho foi malfeito e a reforma não saiu. Relatório obtido pelo Correio revela que área pode estar contaminada pelo chumbo das balas

Correio Braziliense

Publicação: 17/12/2013 07:59 Atualização:

Barrancos que servem de anteparo às balas acumulam grande quantidade de chumbo, metal altamente tóxico: Kleber Lima/ CB/ D.A Press
Barrancos que servem de anteparo às balas acumulam grande quantidade de chumbo, metal altamente tóxico: Kleber Lima/ CB/ D.A Press

Um documento interno mostra que a Academia Nacional de Polícia (ANP), da Polícia Federal, tentou iniciar, em 2010, a reforma dos estandes de tiro. Em maio daquele ano, a academia assinou, por meio do Ministério da Justiça, um contrato com a empresa Zárya Arquitetura e Engenharia Ltda, sediada no Setor de Rádio e TV Norte, no valor de R$ 104 mil. O escritório de arquitetura, entretanto, “entregou apenas parte do material contratado, e o que foi entregue foi feito com erros, sem sequer atender plenamente as norma técnicas de desenho”, diz um trecho do relatório. O projeto não foi aproveitado, e a reforma, que reduziria os riscos para os moradores e visitantes da Torre de TV Digital, não saiu do papel até hoje.

Com base no mesmo relatório, elaborado pela ANP a pedido da direção da PF, o Correio mostrou a ocorrência de possível contaminação por chumbo nos estandes da academia, localizada no Setor Habitacional Taquari. Sem manejo adequado, os barrancos que servem de parabalas aos tiros disparados acumulam, em cada curso de formação, até 5,6 toneladas de restos de projéteis. A contaminação por chumbo oferece graves riscos ao meio ambiente e à saúde humana, podendo provocar danos neurológicos e cardíacos.

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