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Minas Gerais » Nas últimas 12 horas, choveu o equivalente a 10 dias em BH e na região metropolitana Segundo o meteorologista Ruibran dos Reis, foram registrados 113 milímetros de precipitação nesse período, mas o fim de semana será sem chuva. Temporal causou vários estragos

Cristiane Silva

Pedro Ferreira -

Publicação: 12/12/2013 08:30 Atualização:

Chuva em Contagem causou alagamento na Avenida Olímpio Garcia: Felipe Duarte/Divulgação
Chuva em Contagem causou alagamento na Avenida Olímpio Garcia: Felipe Duarte/Divulgação

O temporal que atingiu a Grande Belo Horizonte na noite de quarta-feira causou vários transtornos e prejuízos para a população. Nas últimas 12 horas, choveu o equivalente previsto para 10 dias na capital e na região metropolitana. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto Climatempo, choveu 113 milímetros nesse período.

Nesta quinta-feira, o tempo permanece nublado na região, com chuvas de fraca intensidade e temperatura máxima de 26 graus. Moradores de áreas de risco devem ficar atentos, pois a umidade do solo pode causar deslizamentos de terra. A situação de alerta é para os municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. “Hoje estamos prevendo a ocorrência de temporais nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, com volume de precipitação acumulado entre 10 0a 150 milímetros. Pode haver risco de inundação e deslizamentos, como em Caratinga”, explica Reis.

Ainda segundo o meteorologista, a frente fria que atua no estado deve seguir em direção ao Norte do estado nos próximos dias, ficando estacionada entre o Vale do Jequitinhonha e a Bahia. Na Grande BH, o fim de semana será de céu parcialmente nublado, mas sem chuva.

Inundação, medo e transtorno

O temporal do início da noite de ontem causou estragos, assustou muita gente e tumultuou ainda mais o trânsito em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana. O Ribeirão Arrudas transbordou na Avenida Tereza Cristina, no Bairro das Indústrias, Região do Barreiro, na capital, e várias pessoas ficaram ilhadas, algumas delas sobre o teto de veículos parcialmente submersos. Funcionários de uma empresa ficaram cercados pela água na Rua Heráclito Mourão Miranda, no Bairro Castelo, Região da Pampulha, e os bombeiros foram chamados para resgatá-los.

No Bairro Inconfidentes, em Contagem, a enxurrada arrastou carros na Avenida General David Sarnoff, onde várias casas foram inundadas. Houve inundação também na Avenida Olímpio Garcia. Na Avenida Francisco Firmo de Matos, no Bairro Riacho, uma pessoa precisou se agarrar a um poste para não ser levada pela enxurrada, segundo os bombeiros. Na Rua Gávea, no Durval de Barros, na mesma cidade, três pessoas tiveram que subir em um carro que foi encoberto pela água.

Em BH, o eletricista Hélio Custódio Soares, de 76 anos, levou um susto na Avenida Petrolina, no Bairro Sagrada Família, Região Leste. Ele estacionou seu Corcel para esperar a chuva passar e o veículo foi atingido por uma árvore que caiu. Com medo de levar choque, uma vez que a fiação elétrica foi danificada, Hélio permaneceu sentado dentro do carro esperando pelos bombeiros O teto do Corcel foi amassado, mas o eletricista não se machucou.

Árvore caiu sobre um carro na Avenida Petrolina, no Bairro Sagrada Família, na capital
Outra árvore caiu sobre um poste na Via Expressa com Anel Rodoviário. Os bairros Conjunto Califórnia, Água Branca e parte da Vila Paris, em Contagem, ficaram sem energia elétrica. Moradores dos bairros Caiçara e Nova Esperança, em BH, também ficaram no escuro por volta das 20h15. Equipes da Cemig foram para o local para apurar a causa do apagão. Às 21h, o fornecimento de energia já havia sido restabelecido para 30% dos consumidores da região, segundo a empresa.

O trânsito parou em várias regiões da capital. O viaduto da Cristiano Machado com Rua Jacuí, no Bairro da Graça, ficou inundado nos dois sentidos. A água atingiu a altura da mureta de proteção e os carros ficaram presos em cima do elevado. Alguns motoristas conseguiram retornar pela contramão, no sentido túnel da Lagoinha, mas logo o engarrafamento chegou ao Centro. No sentido contrário, alguns motoristas tentaram passar pela água e seus carros enguiçaram. “Moro aqui desde que nasci e nunca houve uma inundação como essa”, disse o analista de sistemas Matheus Rodrigues, de 21. A Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel) foi acionada para limpar os bueiros do viaduto, que estavam entupidos. Também houve inundação na Cristiano Machado na altura do Bairro Primeiro de Maio.

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) de BH foi chamada para avaliar uma casa atingida por um muro de arrimo, na Rua Carlos Silva Pinto, no Bairro Camargos, Região Noroeste. Parte do imóvel foi danificado, mas não houve vítimas. A Comdec também atendeu várias ocorrências no Bairro Conjunto da Lagoa, na Região da Pampulha, onde vários imóveis foram inundados nas ruas Cristiano Otoni e Pamplona. Em Mateus Leme, na região metropolitana, a MG-050 ficou alagada na altura do km 68. O congestionamento chegou a cinco quilômetros nos dois sentidos da rodovia.

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