Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Fúria » Motoboy põe fogo em três orelhões em Santa Luzia

Alfredo Durães

Publicação: 08/12/2013 15:59 Atualização:

Revoltado por ter a moto roubada, Robert depredou orelhões. Foto: Rodrigo Clemente/DP/D.A Press
Revoltado por ter a moto roubada, Robert depredou orelhões. Foto: Rodrigo Clemente/DP/D.A Press
Um acesso de fúria levou o motoboy Robert Niles de Oliveira, de 25 anos, a incendiar três telefones públicos e quebrar o vidro traseiro de uma viatura da Polícia Militar em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os fatos ocorreram entre a madrugada e o começo da manhã de ontem. O estopim para as atitudes tresloucadas foi o furto da motocicleta Honda Fan 125, placa HBP-7050, de propriedade do motoboy.

Por volta das 2h, Robert saiu de uma festa em um sítio na Rua Professor Mário Pires, 300, Bairro Londrina, e viu que sua moto havia sido furtada. Imediatamente ele ligou para a Polícia Militar e foi orientado a procurar uma unidade da PM para registrar queixa. Inconformado com o que considerou um descaso das autoridades, ele tomou uma moto emprestada com um amigo para tentar localizar a sua, mas não obteve sucesso. Usando pedaços de papelão e um isqueiro, ele então passou a queimar os orelhões no Bairro Londrina, com o intuito de se vingar do poder público, conforme relatou aos policiais.

De acordo com o sargento Eduardo Júnior, do 35º Batalhão de Polícia Militar, ele e outros companheiros de farda estavam na sede da 71ª Companhia se preparando para o turno de serviço quando, por volta das 7h30, o motoboy entrou no local. “Ele veio com uma pedra na mão e, antes de dizer qualquer coisa, a arremessou contra o vidro traseiro da viatura, quebrando-o. Robert foi dominado e algemado. E só então ficamos sabendo da queima dos orelhões”, declarou.

Bons antecedentes
Robert foi levado para a delegacia de plantão da Polícia Civil em Santa Luzia, mas antes, foi encaminhado a um hospital, já que machucou o polegar esquerdo durante a prisão. Algemado numa cela de trânsito da unidade policial, ele contou ao EM que trabalha mais de 12 horas por dia como motoboy, num restaurante da cidade, e que pagou uma das prestações da moto, no valor de R$ 400, no dia anterior. “Ainda faltam nove prestações e estou sem a moto para trabalhar”, afirmou. No entanto, ele não soube dizer o que se passou em sua cabeça. “Fiquei revoltado, mas não sei dizer por que agi assim.”

Por considerar que o detido tem bons antecedentes, trabalha e tem endereço fixo, o delegado José Thomaz autuou Robert por danos qualificados (pena de seis meses a três anos de detenção) e arbitrou fiança de um salário mínimo para a sua libertação, dinheiro que amigos e parentes tentavam levantar na tarde de ontem.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »