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Polícia solta envolvidos em esquema de prostituição de luxo em Brasília Os suspeitos estavam presos desde segunda-feira após a deflagração da Operação Red Light. Entre os liberados, está a cafetina Jeany Mary Corner

Kelly Almeida - Corrreio Braziliense

Publicação: 07/12/2013 10:47 Atualização:

Os nove investigados na operação que apura uma rede de prostituição de luxo na capital federal foram soltos na primeira hora deste sábado (7/12). Os suspeitos, entre eles a cafetina Jeany Mary Corner, 53 anos, estavam presos desde a última segunda-feira (2/12), após a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) deflagrar a Operação Red Light. As prisões temporárias, válidas por cinco dias, venceram à zero hora de hoje, e a Justiça não autorizou a prorrogação.

Entre os suspeitos há um policial militar que, além de integrar o grupo, foi flagrado com anabolizantes, no momento da prisão. Para ele, o juiz estipulou fiança de 10 salários mínimos. O valor foi pago e o detido foi liberado com os outro oito envolvidos. Os homens estavam no Departamento de Polícia Especializada (DPE) e as mulheres no presídio feminino de Brasília, no Gama.

Jeany Mary, 53 anos, famosa por organizar festas privadas para parlamentares, ministros, empresários e lobistas (além de pivô da queda do então ministro da Fazenda Antônio Palocci, em 2006) e oito pessoas foram presas durante a Red Light. Além dela, três mulheres chefiavam três núcleos: Vilma Nobre, 44 anos; Marilene Oliveira, 49; e Ângela Castro, 49. As duas últimas seriam sócias. Geovani Nunes, 46 anos, não foi localizado no dia da operação e era considerado foragido até a noite de ontem. Ele é suspeito de, com o auxílio dos outros integrantes do grupo, selecionar homens, mulheres e travestis para integrar a rede de prostituição. A polícia pediu a prorrogação das prisões temporárias dos suspeitos.

Entenda o caso
Às 6h da última segunda-feira, 50 agentes e 10 delegados da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços da capital. A Operação Red Light — em referência ao distrito de Amsterdã famoso pela prostituição — foi deflagrada após seis meses de investigações da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

De acordo com a polícia, os nove presos integram três núcleos criminosos — liderados por mulheres — responsáveis por uma rede de prostituição de luxo na capital. Durante a ação, foram apreendidos R$ 17 mil, 24 carros, joias, celulares, garrafas de bebidas alcoólicas, máquinas fotográficas computadores e agendas com nomes e contatos dos clientes. Uma Hilux SW4, duas S10s, uma SRV e uma Tucson estão na lista dos veículos. Nem todos os bens estavam em posse dos detidos. Alguns deles eram distribuídos entre as garotas de programa.
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