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Condenação » Morador de rua preso em protesto é condenado a cinco anos de prisão

Agência Brasil

Publicação: 04/12/2013 15:51 Atualização:

Rio de Janeiro – A Justiça do Rio condenou a cinco anos de prisão o morador de rua Rafael Braga Vieira, preso em flagrante na madrugada do dia 21 de junho, após a manifestação que reuniu 300 mil pessoas na Avenida Presidente Vargas. Ele estava com “dois frascos contendo substância inflamável com pedaços de pano presos em seu bocal, conhecidos como coquetel molotov”, como descreve a sentença do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte.

Rafael foi preso por policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima que o viram entrar com uma mochila em uma loja abandonada em frente à unidade, na Praça 11, e sair com as duas garrafas de plástico na mão. Ele continua preso preventivamente.

Na sentença, o juiz afirma que o réu tinha intenção de provocar um incêndio. “Vale destacar que as circunstâncias em que ocorreu a prisão, ou seja, enquanto ocorria uma enorme manifestação popular, com concentração aproximada de 300 mil pessoas na Avenida Presidente Vargas, conforme amplamente divulgado na mídia, e no mesmo dia em que ocorreu confronto com as forças policiais, deixam claro que o intento do réu não seria outro senão o de proceder ao incêndio de qualquer objeto ou pessoas.”

Naquele dia, a própria delegacia foi atingida por bomba de gás lacrimogêneo lançada pela polícia. O confronto entre policias e manifestantes começou em frente à prefeitura, quando policiais que reforçavam a segurança do prédio começaram a dispersar os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo. Depois disso, houve depredação na Avenida Presidente Vargas e na região da Lapa, para onde alguns manifestantes seguiram.

O juiz registrou que o réu é reincidente, com duas condenações por roubo. A sentença ainda não foi publicada. A defensora pública Enedir Adalberto dos Santos informou, por meio de nota, que a defensoria e o réu “ainda não foram intimados da sentença” e que, após a intimação, “será avaliada a entrada de recurso com vistas à reforma da decisão”.

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