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Polícia Civil » Preso em operação contra quadrilha que fraudava vestibulares se passava por médico Preso na operação contra fraudes em vestibulares já havia sido flagrado por exercício ilegal da medicina. Instituições garantem lisura de concursos

Guilherme Paranaiba -

Tiago de Holanda

Publicação: 04/12/2013 08:36 Atualização:

Policiais apreenderam com suspeitos documentos, dinheiro e material que seria usado nas fraudes: Beto Novaes/EM/D.A Press
Policiais apreenderam com suspeitos documentos, dinheiro e material que seria usado nas fraudes: Beto Novaes/EM/D.A Press

Um dos alvos da operação da Polícia Civil que desbaratou a quadrilha que fraudava vestibulares de medicina em faculdades particulares mineiras e fluminenses, o fisioterapeuta e estudante de medicina Azenclever Eduardo Rogério, de 39 anos, foi capturado pelos policiais pela segunda vez em oito meses de investigações. Em julho, ele foi preso em flagrante por exercício ilegal da profissão, já que atuava como médico em plantões nas cidades de Tombos, Carangola e Espera Feliz, revezando-se com outro estudante que praticava o mesmo golpe. Na ocasião, os agentes da Polícia Civil de Caratinga, abordaram Azenclever depois de confirmar com pacientes que ele receitava medicamentos e usava um registro falso no Conselho Regional de Medicina (CRM).

“A prisão dele e de outro estudante que se passava por médico ocorreu em julho, pois descobrimos no curso das investigações esses plantões que poderiam colocar a população em risco, já que eles não eram médicos”, diz o delegado de Caratinga, Fernando Lima. Ele não deu detalhes de qual seria o papel de Azenclever na quadrilha desmanchada ontem, mas a princípio o estudante seria um dos responsáveis por agenciar clientes para o grupo arrecadar quantias milionárias. Em julho também foi preso Maxwell Martins de Oliveira, de 29, que dividia apartamento com Azenclever, mas que não está na lista dos detidos desta vez. Outros dois futuros médicos também tiveram suas atividades interrompidas na época, mas não foram presos, por não terem sido pegos em flagrante. A dupla detida por exercício ilegal da profissão estudava no Centro Universitário de Caratinga (Unec).

Universidades que tiveram vestibulares fraudados pela quadrilha garantiram ontem a lisura de seus processos. A PUC Minas divulgou, por meio de sua assessoria, que não tem “nenhuma informação oficial sobre o assunto” e que seu vestibular “é feito com condições máximas de segurança e lisura”. Também por meio da assessoria, a Univaço, de Ipatinga, informou que não comentaria a operação da Polícia Civil, por não ter sido oficialmente comunicada sobre ela.

O mesmo motivo fez o vice-diretor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Marcelo Miranda, evitar falar sobre o assunto. “Vamos nos posicionar quando formos informados oficialmente”, afirmou. “Nosso vestibular tem uma série de procedimentos para garantir a lisura do processo. Na entrada das salas onde são aplicadas as provas, por exemplo, todos os candidatos passam por detectores de metal portáteis”, acrescentou. O último concurso para medicina da instituição, criado em 1951, foi realizado em novembro, com 42 candidatos para cada uma das 89 vagas.

O coordenador do curso de medicina da Faculdade de Minas (Faminas-BH), Luiz Carlos Coelho, não acredita no envolvimento de empregados das instituições na venda direta de vagas. “No nosso caso, não é possível o envolvimento de funcionários. Nenhum deles está ligado ao concurso, que é inteiramente feito por uma empresa terceirizada”, disse. “A notícia de que a instituição pode ter sido vítima desse esquema nos surpreende. Há uma série de medidas adotadas para coibir qualquer possibilidade de sabotagem. A escola tem investido pesado na segurança”, acrescentou. O último vestibular para a graduação da entidade foi feito no mês passado, com mais de 50 candidatos para cada uma das 60 vagas.

O diretor da Faculdade de Medicina de Barbacena, Marco Aurélio Bernardes de Carvalho, também disse não acreditar na participação de funcionários no esquema descoberto pela polícia, já que o vestibular da instituição é feito pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), da UFMG. “O processo é feito pela Fundep há cerca de três anos. Só se isso ocorreu antes”, disse. “É uma surpresa ouvir que nossa escola foi vítima. Nosso vestibular é muito seguro. No dia da prova, usamos detector de metais em todas as salas e colhemos as impressões digitais dos candidatos, que depois são conferidas no dia da matrícula.” Na Unipac, de Juiz de Fora, na Unec, de Caratinga, e na Universidade de Itaúna ninguém foi localizado para comentar o assunto.

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Autor: oliver oliveira
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