Publicação: 19/03/2013 08:04 Atualização:
Depois dos confrontos da manhã entre moradores do Aglomerado da Serra e a Polícia Militar, o clima na região parece estar menos intenso durante a tarde desta segunda-feira. De acordo com o tenente coronel Alberto Luiz, chefe do setor de Comunicação Organizacional da PM, a corporação continua o patrulhamento na região com militares do batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), do Grupo Especializado de Patrulhamento em Áreas de Risco (Gepar) do 22º Batalhão e do Comando de Policiamento Especializado (CPE) em busca dos responsáveis pelo tiroteio do último domingo, que matou um e deixou 13 feridos.
“Está tudo tranquilo agora e queremos que continue assim. Vamos aumentar o efetivo hoje ainda para garantir que as pessoas possam voltar para casa em paz, sem nenhum mal entendido ou incidente”, afirma.
Por volta das 8h50, enquanto policiais civis e militares faziam buscas em um beco da Vila Marçola, próximo ao local do tiroteio de domingo, um adolescente de 17 anos foi atingido por um disparo. Moradores da região acusaram a polícia de atirar sem motivo e começaram um confronto com a PM. De acordo com o tenente-coronel, os militares estão sendo ouvidos e as armas já foram apreendidas.
“A versão dos policiais é de que eles abordaram suspeitos próximo à um beco quando foram recebidos à tiros. O adolescente baleado estaria no grupo dessas pessoas e acabou sendo atingido. Mas temos que ouvir testemunhas porque alguns populares nos falaram que não foi assim que aconteceu”, relata. A Corregedoria da PM já esteve no local e acompanha o caso.
Procurados
De acordo com a PM, três dos seis suspeitos de atirarem contra as pessoas que estavam na festa no domingo já foram identificados, mas até o momento eles não foram localizados. Por volta das 23h, pelo menos 500 pessoas estavam no baile funk. Seis homens chegaram em quatro motos, sendo que quatro deles desceram e começaram a atirar: um homem identificado como Dario Ferreira Leite Neto, de 33 anos, morreu no local e 13 pessoas, entre elas uma criança de 6 anos, foram atingidas. Os feridos foram socorridos no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII. O tiroteio teria sido motivado por uma disputa entre gangues da região.
Feridos
Pelo menos 10 das 13 pessoas que ficaram feridas no tiroteio deram entrada entrada no Hospital João XXIII na noite de domingo. Cinco pessoas receberam alta entre a madrugada e o início desta manhã, entre elas o menino de 6 anos que foi atingido por um disparo no braço. Seis pessoas permanecem internadas.
A situação mais grave é de dois adolescente de 15 anos que estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave. Um deles respira com a ajuda de aparelhos. Dois homens de 20 e 22 anos e uma mulher de 20 precisaram passar por cirurgia. Um outro rapaz, de 22 anos, está na enfermaria. De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), o estado de saúde deles é estável e todos estão conscientes.
O jovem de 17 anos que foi baleado na manhã de segunda-feira também está internado, em observação na Ortopedia. O estado de saúde dele é estável. Veja abaixo imagens feitas logo após o adolescente ser baleado.
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