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| Mizael é acusado por homicídio triplamente qualificado. Ele alega inocência. Foto: Diogo Moteira/Frame/Estadão Conteúdo |
Sete jurados devem decidir nesta quinta-feira se Mizael Bispo de Souza matou ou não a ex-namorada Mércia Nakashima, em 2010. O julgamento recomeçou por volta das 9h30m, no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo, com o debate entre defesa e acusação. O primeiro a falar é o promotor Rodrigo Merli Antunes.
"Se ficarem com dó do réu, lembrem-se da imagem da vítima sendo retirada da represa de Nazaré Paulista", disse o promotor.
O promotor chamou de "espetáculo" e "mentira" o depoimento de Mizael nesta quarta, quando ele afirmou que não consegue atirar bem com a mão direita. Antunes lembrou ainda que, durante as audiências de instrução, o réu desafiou-o a ir a um clube de tiros para mostrar como atira bem com as duas mãos.
A mãe de Mércia, Janete Nakashima, e o irmão da vítima, Márcio, acompanham o júri. O corpo de jurados é formado por 5 mulheres e 2 homens. Outro réu no processo, o vigia Evandro Bezerra Silva, acusado de ajudar Mizael, será julgado no dia 29 de julho.
Mizael é acusado por homicídio triplamente qualificado. Ele alega inocência. O crime ocorreu em 23 de maio de 2010, numa represa em Nazaré Paulista. A advogada Mércia, sua ex-namorada, foi atingida dentro do carro por um tiro no rosto. Em seguida, o veículo foi empurrado para dentro de uma represa, onde, segundo a perícia, ela morreu afogada.
Na quarta-feira, em seu depoimento, Mizael disse que nunca matou pessoas quando policial militar. Acrescentou, também, que todas "as suas armas" têm porte ao PM e ressaltou que, na corporação, só trabalhou administrativamente, "por medo" das ruas. O réu ainda falou ser incapaz de atirar e disse ter apenas "contato profissional" com o vigia Evandro Bezerra Silva, acusado da coautoria do crime.
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