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Caso Mércia Nakashima » Juiz pede que jurados esqueçam comoção social durante júri de Mizael Bispo

Correio Braziliense

Publicação: 12/03/2013 07:22 Atualização:

Pouco depois das 10h desta segunda-feira (11/3), o júri popular do ex-policial militar Mizael Bispo de Souza começou a ser transmitido ao vivo por emissoras e rádios de todo o país. Ele responde pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima. O corpo dela foi encontrado em junho de 2010, em uma represa em Nazaré, no interior de São Paulo. O réu vai a júri popular.

Antes de abrir oficialmente o julgamento, o juiz Leandro Bittencourt Cano deu conselhos aos jurados que trabalharão no caso. "Ao analisar as provas, deixem de lado qualquer comoção social. O Tribunal do Júri é o local onde os senhores vão decidir o direito de liberdade de uma pessoa, mas para ele estar aqui hoje, outro direito foi violado: o direito da vida. Cabe aos senhores achar esse ponto de equilíbrio", disse Cano.

"Se vocês entenderem que o Mizael deve ser condenado, assim o façam, mas porque as provas dizem isso, e não porque a mídia quer isso. E é isso que dará legitimidade ao processo", ressaltou o juiz antes de declarar a sessão aberta. O corpo de jurados tem cinco mulheres e dois homens.

Entenda o caso

O ex-policial militar é acusado de ter assassinado Mércia Nakashima. A advogada desapareceu após visitar a avó em Garulhos, na Grande São Paulo. Mércia foi vista pela última vez em 23/5/2010. O corpo da vítima foi encontrado em 11/6 daquele ano, dentro de uma represa em Nazaré Paulista, no interior do estado.

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