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Curitiba » Médica acusada de causar morte de pacientes em UTI é denunciada pelo MP

Agência O Globo

Publicação: 11/03/2013 19:07 Atualização:

A médica Virgínia Soares de Souza foi denunciada à Justiça nesta segunda-feira pelo Ministério Público do Estado do Paraná por antecipar a mortes de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, onde chefiava o setor. Ela vai responder por sete homicídios duplamente qualificados (por motivo torpe e por não dar chance de defesa à vítima) e por formação de quadrilha.

Outras sete pessoas também foram denunciadas. O médico Anderson de Freitas vai responder por dois homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha. Os médicos Edson da Silva Júnior e Maria Israela Cortez Boccato e os enfermeiros Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristina Ribeiro foram denunciados por um homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. A fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo e o enfermeiro Claudinei Machado Nunes responderão por formação de quadrilha.

O MP, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, ajuizou a denúncia na Vara de Inquéritos Políciais, sobre os crimes ocorridos na unidade entre janeiro de 2006 e fevereiro de 2013.

Virgínia se defendeu das acusações no domingo, em entrevista ao Fantástico. Ela afirmou que é inocente e desqualificou testemunhas que a acusam de abreviar a vida de pacientes na ala que chefiou por sete anos.

"Nunca fui negligente. Nunca fui imprudente. Nunca tive uma infração ética registrada e exerci a medicina de forma consciente e correta. Não sou Deus, não sou perfeita. Erros podem ter acontecido, jamais de forma intencional", afirmou a médica em entrevista gravada pelo advogado dela, dentro da cadeia, a pedido do Fantástico e autorizada pela Justiça.

Foi a primeira vez que a médica falou sobre o assunto. Ela está presa desde o dia 19 de fevereiro.

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