Publicação: 11/03/2013 09:00 Atualização:
No dia seguinte à morte do engenheiro químico João Gabriel Camargos, de 25 anos – vítima de um assalto em um ônibus que fazia a linha Poços de Caldas/Belo Horizonte –, as empresas do setor de transporte de passageiros reforçam o pedido por mais segurança nas estradas. Apesar de os acidentes de trânsito serem os vilões mais conhecidos das rodovias brasileiras, o número de crimes cometidos nelas tem crescido. Só no primeiro semestre do ano passado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Minas Gerais registrou mais de 600 ocorrências relativas a situações como roubo de veículos e cargas, furto de peças e assaltos a estabelecimentos comercias e a veículos. A média no período foi de mais de três casos por dia, nos 6,3 mil quilômetros de estradas federais sob jurisdição da PRF.
Os motoristas de caminhão são os alvos mais comuns de assaltos nas rodovias, mas as empresas de ônibus intermunicipais também se queixam do aumento desse tipo de crime e estudam alternativas para reverter a tendência. “Já estão sendo discutidas medidas que coíbam acontecimentos como esse do ônibus vindo de Poços de Caldas. Uma das alternativas seria utilizar instrumentos para detectar metais e armamentos com passageiros, e isso já vem sendo discutido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)”, comenta o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros de Minas Gerais, Waldemar Araújo.
A medida serviria para resguardar funcionários, passageiros e empresas. “Acho que a implantação de pontos fixos de detectores nos terminais rodoviários funcionaria bem, mas tem que passar pelo crivo de prefeituras, estado e Dnit. Então, é algo complexo”, afirma. Ainda segundo ele, o que muitas empresas já fazem é a instalação de câmeras de segurança nos ônibus. “Mas isso não previne, só registra. O que queremos é evitar esse tipo de ação.”
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