Após denúncia do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, a 7ª Vara Federal Criminal condenou 17 membros de uma quadrilha acusada de fraudar contas inativas do Programa de Integração Social (PIS), da Caixa Econômica Federal (CEF). Entre os condenados, estão quatro funcionários da Caixa - sendo uma funcionária que recebeu a pena mais alta, de 15 anos de prisão. A quadrilha foi desmantelada em março de 2008 pela Polícia Federal, na Operação Ancião.
Os réus foram condenados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação, falsificação de documentos, uso de documento falso, violação de sigilo profissional e estelionato. As penas somadas de todos os condenados passam de 110 anos de prisão.
De acordo com a denúncia da procuradora da República Neide Cardoso, os acusados sacavam valores depositados em contas inativas do PIS em nome de pessoas com mais de 70 anos, através da utilização de documentos falsos. A quadrilha era dividida em quatro grandes grupos: empregados da Caixa, intermediários, falsificadores de documentos e idosos laranjas, que se passavam por titulares das contas. Os valores sacados, que variavam normalmente entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, eram divididos entre os membros da quadrilha.
"A sentença coroou um trabalho conjunto do Ministério Público Federal, Polícia Federal e CEF, que fulminou a quadrilha de falsificadores, cuja parte dos integrantes era de funcionários da CEF, que há anos corroía os cofres daquela empresa pública e lesou diversos idosos, os reais titulares dos PIS fraudados", disse a procuradora Neide Cardoso.
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