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| Contradizendo o pedido do promotor Henry Vasconcelos para que os jurados absolvessem Dayanne, a advogada afirmou que ela também deve responder pelo que fez. Foto: Euler Junior/EM/D.A Press |
Restou à advogada Maria Lúcia Borges Gomes, que representa a mãe de Eliza Samudio, apenas cinco minutos para argumentar a acusação. Se dirigindo aos dois réus, ela citou o comportamento de Bruno Fernandes, que entrou no plenário na segunda-feira segurando uma bíblia e chorou ao prestar depoimento à juíza Marixa Fabiane Rodrigues. A defensora afirmou aos jurados que tudo não passou de uma encenação do goleiro numa tentativa de sensibiliza-los.
Bruninho foi o tema central da fala de Maria Lúcia. Ela apelou para a crueldade do goleiro, que tentou obrigar Eliza a abortar o filho, tendo ele próprio comprado medicamentos com este fim. Contradizendo o pedido do promotor Henry Vasconcelos para que os jurados absolvessem Dayanne, a advogada afirmou que ela também deve responder pelo que fez. Aos berros, a defensora afirmou que nem mesmo a condição de mãe garantiu à ré ter tido o instinto de preservar a vida de Bruninho, que também seria levado à morte.
A juíza anunciou o fim do tempo permitido para a acusação e Maria Lúcia encerrou enfatizando aos jurados, sendo cinco mulheres e dois homens, que está nas mãos deles fazerem justiça.
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