A Polícia Civil do Paraná indiciou mais uma médica no inquérito que investiga a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba. Krissia Wallbach se apresentou na noite desta segunda-feira, prestou depoimento e foi liberada. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Michelotto, ela admitiu ter desligado aparelhos médicos a pedido da chefe da UTI, Virgínia Soares de Souza, presa há duas semanas acusada de antecipar mortes de pacientes.
Segundo a Polícia Civil, Krissia morava nos Estados Unidos e compareceu espontaneamente ao Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde depois de convocada. Além de Virgínia, estão presos dois médicos, uma médica e uma enfermeira. Todos os seis indiciados responderão por crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha. Krissia responderá em liberdade por ter colaborado com as investigações, segundo o delegado-geral.
A Promotoria de Proteção à Saúde Pública iniciou nesta terça-feira a análise do inquérito. Os promotores têm até a próxima segunda-feira para decidir se oferecem denúncia à Justiça contra os indiciados. O inquérito investigou seis mortes. Segundo Michelotto, outros 21 casos estão sendo investigados.
O Hospital Evangélico anunciou nesta terça-feira o cancelamento de mais de 200 cirurgias eletivas. O superintendente do Evangélico, Rogério Kampa, atribuiu a medida ao fato de os três médicos anestesistas que estão presos não terem substituídos.
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