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Caso Eliza Samudio » Juíza pede que advogado de Bola não tumultue júri de Bruno e Dayanne

CorreioWeb

Publicação: 04/03/2013 13:00 Atualização: 04/03/2013 16:14

Marixa Rodrigues mandou o advogado Ércio Quaresma sentar por três vezes para que o julgamento continuasse. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Marixa Rodrigues mandou o advogado Ércio Quaresma sentar por três vezes para que o julgamento continuasse. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

O começo do julgamento do goleiro Bruno e da ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, aponta que os cinco dias de debates serão turbulentos. Já no começo da sessão, nesta manhã de segunda-feira (4/3), o advogado Ércio Quaresma, defensor de Marcos Aparecido dos Santos – também réu no processo – tomou a palavra no salão do júri, sem autorização da juíza Marixa Rodrigues e iniciou uma série de pedidos, todos indeferidos. Ele tumultuou a sessão, sendo corrigido pela magistrada várias vezes.

A magistrada mandou que ele sentar três vezes para que o julgamento continue, no entanto ele não parou de falar. A juíza, muito nervosa, ameaçou retirar Quaresma do salão do júri. “Tenho direito de trabalhar e oferecer à sociedade meu trabalho”, disse a magistrada.

A sessão foi iniciada às 9h40 com a chamada dos jurados convocados em edital. Dos 25 jurados convocados (17 mulheres e 8 homens) apenas 15 estavam presentes no salão. Foram chamados 10 suplentes que também podem ser escolhidos para compor o conselho de sentença com sete pessoas. A magistrada deu opção para os convocados que precisarem pedir dispensa e seguiu a sessão com a escolha da bancada. A juíza deu aos advogados e ao promotor espaço para alegações iniciais.

 

O advogado do goleiro Bruno, Lúcio Adolfo, tomou a palavra nas alegações iniciais assim que a juíza Marixa Rodrigues autorizou. Na fala do defensor, o assistente de acusação, José Arteiro, interrompeu brigando com o advogado do réu. Eles discutiram a permanência ou não de um documento “sigiloso” anexado ao processo. Lúcio Adolfo também criticou a entrada de suplentes para sorteio dos jurados, mas a juíza disse que o advogado inicialmente concordou com a convocação de suplentes e não concordou com a alegação dele.

O defensor disse ainda que a juíza não tinha “competência” para pedir a certidão de óbito de Eliza Samúdio , como foi feito em janeiro deste ano e falou que este documento vai influenciar muito na decisão dos jurados. A juíza considerou as questões iniciais do advogado e encerrou o tempo de fala.

Com informações do Estado de Minas

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