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Alternativa » Bicicleta elétrica ganha espaço no transporte do belo-horizontino

Estado de Minas

Publicação: 04/03/2013 10:00 Atualização:

Em meio ao emaranhado de veículos pelas ruas e avenidas de Belo Horizonte, um exemplo inovador começa a chamar a atenção de quem circula pelo trânsito da capital. O formato não é nenhuma novidade: as duas rodas, o quadro, as marchas e os pedais não deixam dúvida de que o meio de transporte em questão é a bicicleta. Porém, as pernas acostumadas a fazer força agora ganham momentos de relaxamento, já que o impulso necessário para a locomoção vem de um motor movido a energia elétrica. Essa é a alternativa procurada por adeptos de uma opção mais sustentável, que garanta a fuga de engarrafamentos e ajude o ciclista a vencer obstáculos de uma cidade montanhosa. Mas ao mesmo tempo que as bikes elétricas, as e-bikes, começam a dar as caras, a falta de regulamentação específica cria uma situação confusa e curiosa, já que, sem registro ou licenciamento, não é possível atrelar multas aos veículos.

O fotógrafo Angelo Costa Paulino, de 47 anos, é um dos entusiastas do modelo na capital. Morador do Bairro São Bento, na Região Centro-Sul, ele usa a bicicleta para pequenas distâncias, como ir até a padaria ou ao supermercado, mas chegou a adotar a magrela motorizada até mesmo na rotina diária de trabalho num bairro vizinho, o Santa Lúcia. “Hoje estou trabalhando em Nova Lima (Grande BH), o que inviabilizou o uso constante”, diz Angelo. Ele conta ter descoberto a possibilidade há dois anos num evento de seguradoras paulistas, que a utilizava para geração de sinistros. “Desde então, comecei a pesquisar e montei a minha própria bicicleta elétrica”, afirma o fotógrafo.

Angelo explica que a principal vantagem é o menor desgaste em relação à bicicleta comum. Apesar disso, os pedais continuam indispensáveis para subir morros, já que apenas o motor não é suficiente quando a via é muito íngreme. “Já rodei por vários bairros, como Mangabeiras e Belvedere, para testar o desempenho. Consigo uma autonomia de mais de 30 quilômetros com a bateria carregada em cerca de quatro horas”, diz ele. Angelo instalou uma espécie de computador de bordo com a quilometragem percorrida, para que ele tenha noção do consumo. Um marcador luminoso indica a carga da bateria. O funcionamento por meio dos pedais permanece. A diferença é o acelerador de mão, igual ao usado em uma moto.

Dono de uma empresa de entregas e transporte executivo, Felipe Ferreira já conta com três bicicletas movidas a energia elétrica na frota. Tudo começou em setembro, quando uma conversa chamou sua atenção. “Eu já usava uma bike comum em pequenas entregas. Um dos meus clientes me disse que o ciclista chegava muito suado para fazer a entrega. Ele, então, me perguntou se eu não tinha outra opção”, conta Felipe. Como já era parceiro de uma loja de bicicletas, ficou diante de duas escolhas: uma bike a gasolina e a elétrica. “Apostei na sustentabilidade e o resultado foi o melhor possível. O ciclista ficou menos cansado, começamos a gastar menos tempo na entrega, os clientes elogiaram e alguns fazem questão da e-bike”, afirma Felipe.

Quem comanda uma das magrelas é Michael Xavier de Araújo, de 23 anos. Ele está há dois anos na firma e já leva encomendas de moto, de bicicleta normal e na elétrica. Esta última é sua preferida. “Canso bem menos, consigo desenvolver mais no trânsito e gasto menos tempo, principalmente por conta da questão de estacionamento. Com a bike, basta amarrá-la em algum poste ou nos bicicletários”, diz ele. Ela chega a atingir 50km/h. A pedalada ajuda a recarregar a bateria.

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