Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Caso Samudio » Saiba como é a vida de Bruno, detido há mais de dois anos Goleiro que vai a júri hoje se mantém ocupado no presídio, mas já não joga futebol. A amizade com Macarrão também parece ser parte do passado

Pedro Ferreira -

Publicação: 04/03/2013 08:57 Atualização: 04/03/2013 10:09

%u201CEle prefere passar o dia inteiro trabalhando fora do pavilhão para ocupar a cabeça com outros pensamentos e o tempo passar mais rápido. Só volta à cela à noite, para dormir%u201D, conta o ex-defensor do preso Rui Caldas Pimenta. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press/Arquivo
%u201CEle prefere passar o dia inteiro trabalhando fora do pavilhão para ocupar a cabeça com outros pensamentos e o tempo passar mais rápido. Só volta à cela à noite, para dormir%u201D, conta o ex-defensor do preso Rui Caldas Pimenta. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press/Arquivo

Quando deixar a Penitenciária Nelson Hungria hoje para ser julgado, o goleiro Bruno Fernandes de Souza, apesar da ansiedade e do medo de ser condenado, vai tentar manter a frieza e a concentração de quem entra em campo para uma grande decisão. Segundo advogados que já passaram pelo caso, esse tem sido o comportamento do detento, mesmo após mais de dois anos e sete meses atrás das grades, para tentar enfrentar a realidade na prisão e manter o mesmo espírito de liderança de quando era capitão do Flamengo. “Ele prefere passar o dia inteiro trabalhando fora do pavilhão para ocupar a cabeça com outros pensamentos e o tempo passar mais rápido. Só volta à cela à noite, para dormir”, conta o ex-defensor do preso Rui Caldas Pimenta.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Seds), a rotina do Bruno é praticamente a mesma dos demais detentos. Acorda pontualmente às 7h30 e recebe o café da manhã na cela. Ao meio-dia almoça. O lanche da tarde, pão com manteiga e café com leite, chega às 15h. O jantar é distribuído às 18h. “Como todos os prisioneiros, Bruno faz uma alimentação balanceada e inspecionada por nutricionista. Há, em geral, arroz, feijão, carne e salada”, informou a Seds.

O goleiro ocupa cela individual de seis metros quadrados no Pavilhão 4. Nela há uma cama de alvenaria e banheiro com chuveiro de água fria, pia e vaso sanitário. Bruno, a exemplo dos demais presos, recebeu de parentes uma televisão, de 14 polegadas, e um rádio. Não há limitação de horário para ligar os aparelhos, desde que o som não atrapalhe celas vizinhas. O banho de sol é diário, por duas horas, no pátio, mas os horários são alternados entre os pavilhões da unidade.

Ainda de acordo com a Seds, o goleiro recebe visitas quinzenalmente, alternando entre sociais e íntimas. São apenas dois visitantes por dia. A dentista Ingrid Calheiros, que se casou com o atleta em uma celebração evangélica dentro do presídio, é a única cadastrada para passar a noite com ele a cada 15 dias. Além dela, para as visitas sociais estão cadastradas a avó do detento, um tio e duas filhas dele com a ex-mulher Dayanne Rodrigues. Há duas semanas as filhas foram levadas por parentes para visitá-lo. Elas não viam o pai havia oito meses, pois a mãe deixou de ir ao presídio.
Os visitantes podem levar alimentos já prontos, desde que sejam consumidos no próprio dia, além de produtos não perecíveis, material de higiene pessoal e refrigerante de cor transparente, a fim de evitar a entrada de objetos não permitidos.

A avó do goleiro, Estela Souza, não o vê desde agosto. “Estou muito doente, com problemas de coração e pressão alta”, disse ela, reclamando que Bruno não vem mandando cartas ou recados para ela. Duas tias do goleiro, Aparecida e Ângela, é que vão à penitenciária e dão notícia a dona Estela. “Sempre faço alguma coisa que ele gosta de comer e mando por elas. Meu neto adora pudim”, disse. Perguntada se tem esperança de vê-lo inocentado, ela responde: “Só Deus para saber”.

Com o tempo, o número de cartas endereçadas a Bruno diminuiu. Antes, o ex-capitão do Flamengo recebia cerca de 10 correspondências por semana, mais de 30 por mês, muitas delas de fãs. Depois, as cartas passaram para cinco por semana. Em fevereiro, segundo a Seds, Bruno não recebeu nenhuma.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »