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Erro grave » Polícia erra transcrição de conversa de médica acusada de fazer eutanásia

Correio Braziliense

Publicação: 01/03/2013 08:17 Atualização:

Alguns erros, em mil páginas. Essa foi a justificativa dada pela Polícia Civil de Curitiba para a troca do verbo ‘raciocinar’ por ‘assassinar’, na transcrição de conversas telefônicas entre a médica Virgínia Helena Soares de Souza e um colega da unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Universitário Evangélico da cidade. A conversa, entregue à Justiça, foi interceptada durante as investigações de supostos assassinatos de pacientes terminais na unidade de saúde, que culminaram na prisão de Virgínia e de quatro funcionários. A defesa da médica vai pedir a retirada das transcrições do inquérito.

Com a correção, a frase da médica foi reescrita: “Nós estamos com a cabeça bem tranquila para raciocinar, para tudo, né?”. A divulgação do primeiro texto aconteceu no início da semana, quando a gravação vazou para a imprensa. Entretanto, no sábado, a delegada que cuida do caso, Paula Brisola, havia feito a correção. Além da troca da palavra, havia outros erros na transcrição dos telefonemas, como nos nomes dos interlocutores. A interceptação foi feita em um dos ramais utilizados por Virgínia na UTI.

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