Publicação: 05/02/2013 09:27 Atualização:
O bloqueio com grades de áreas do Sambódromo e do Terreirão do Samba agravou, nesta terça-feira, os problemas enfrentados por milhares de moradores, trabalhadores e pacientes que usam os hospitais, o Centro de Imagem estadual e o Centro de Reabilitação do INSS, na Cidade Nova.
O problema é enfrentado por usuários de dezenas de linhas de ônibus intermunicipais que paravam em pontos da Central do Brasil, nas imediações da Rua de Santana, foram transferidos para o canteiro central em frente ao Juizado da Infância, da Adolescência e do Idoso, e para a pista lateral no final do Campo de Santana, a um quilômetro de distância.
Com os bloqueios, os usuários de ônibus são obrigados a andar na rua e a passar no trecho da Avenida Presidente Vargas sob o Viaduto 31 de Março (acesso ao túnel Santa Bárbara), local há grande incidência de assaltos e onde não há nenhum policiamento. Os pontos de ônibus foram alterados quando foi criado o sistema BRS na Presidente Vargas. Os pontos dos coletivos municipais foram mantidos na baia de 100 metros de comprimento em frente ao Terreirão do Samba e nas duas pistas em frente ao Centro de Reabilitação do INSS, junto a Rua de Santana. Os ônibus intermunicipais, contudo, passaram a parar bem distante da Cidade Nova.
Os usuários reivindicam à prefeitura do Rio que retorno os pontos do BRS I para as proximidades da Rua de Santana.
A comerciante Terezinha Albuquerque, de 37 anos, moradora de São Gonçalo, enfrenta uma verdadeira via crúcis para acompanhar a mãe, a aposentada Sônia Albuquerque, de 69 anos, nos exames mensais no Centro de Diagnóstico por Imagem, na Avenida Presidente Vargas. O ponto de ônibus mais próximo fica a aproximadamente 800 metros da unidade. Para a surpresa de mãe e filha, a caminhada até o local - já dificultada pelos problemas ortopédicos da aposentada - ganharam mais um empecilho nesta semana: parte da calçada e as ruas de acesso ao Sambódromo foram bloqueadas com grades para o desfile das escolas de samba.
"Acho isso um desrespeito, principalmente com os idosos e com quem necessita de alguma assistência médica. Nesse trecho, há um hospital, clínicas e prédios comerciais. Tenho que caminhar quase um quilômetro para chegar ao meu destino" criticou a comerciante.
A estudante de contabilidade Amanda de Souza Oliveira disse que com a mudança ficou muito mais difícil para chegar à faculdade.
"O meu campus fica entre dois distantes pontos de ônibus. Não tenho opção, desço no ponto da Cidade Nova ou no Sambódromo. Tanto um quanto o outro são péssimas opções. Tenho que andar bastante, o que fica mais difícil em dias com chuva" reclama a estudante.
O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, prometeu resolver o problema há um mês, mas as mudanças não foram feitas até hoje.
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