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| Defesa Civil de Ouro Preto fechou a Rua Padre Rolim, perto da rodoviária, atingida por deslizamento de terra. Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A. Press |
A chuva forte dessa quinta-feira deixou em alerta as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, na Região Central de Minas, onde houve desabamento de encostas e transbordamento de córregos. O risco de novas inundações e desmoronamentos levou a Prefeitura de Mariana a decretar ontem estado de atenção. Segundo medição feita pela Defesa Civil local, o volume de chuva foi de 160 milímetros no intervalo de 24 horas. O desabamento de barrancos atingiu casas nos bairros Cabanas, São Gonçalo e Alto do Rosário. Não houve feridos, mas quatro famílias, formadas por 10 adultos e nove crianças, foram desalojadas e acolhidas em casas de parentes e vizinhos.
O transbordamento do Ribeirão do Carmo, que subiu dois metros acima do nível normal, alagou ruas e estradas de acesso a três distritos: Bandeirantes, Monsenhor Horta e Cachoeira do Brumado. A água ameaça chegar a residências nas áreas rural e urbana. Na quarta-feira, outras duas famílias foram retiradas de suas casas, que ficam em áreas de risco. A Defesa Civil avalia se mais moradores devem ser removidos. “Nos próximos dias, outras áreas vão ser classificadas como de risco. Em algumas encostas, o perigo de deslizamentos é muito grande”, afirma o secretário de Defesa Social do município, José Luiz Furst. Os problemas devem persistir, pois, segundo alerta emitido pela Defesa Civil uma frente fria prevê chuvas com acúmulo de 100mm a 140mm para a região de Mariana até segunda-feira.
Em Ouro Preto, o deslizamento de terra de um morro na Rua Padre Rolim, próximo à rodoviária, assustou moradores vizinhos ao local e fez lembrar a tragédia do dia 3 de janeiro do ano passado, quando dois taxistas morreram soterrados depois do desmoronamento do mesmo barranco. Ontem, a rua foi fechada preventivamente, de acordo com o coordenador interino da Defesa Civil Charles Romazamu. “Estamos hoje (ontem) com oito dias de chuva consecutivos, o que gerou um acumulado de água muito significativo e favorável a deslizamentos. Esse já é um problema característico de nossa cidade e de nossos distritos”, afirmou o coordenador.
O Corpo de Bombeiros e técnicos da Defesa Civil municipal vistoriaram áreas de risco e alertaram moradores para o perigo de novos temporais. No fim da tarde, seis famílias foram retiradas de locais de instabilidade devido à possibilidade de desabamento de casas nos bairros Novo Horizonte, Taquaral e São Francisco de Paula. O distrito de Amarantina foi atingido por uma tempestade, que fez o Ribeirão Maracujá subir cerca de 30 centímetros e alagar residências.
Vale do Aço
Em Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Aço, a chuva que começou na madrugada de ontem provocou alagamentos nas avenidas Magalhães Pinto e Geraldo Inácio e em outros pontos, especialmente nos bairros São Domingos, JK, Recanto Verde e Nossa Senhora da Penha. As inundações invadiram algumas casas. Em alguns bairros, o desabamento de encostas danificou carros, edificações e derrubou paredes. As chuvas devem voltar a cair hoje em municípios do Triângulo Mineiro, Oeste, Leste, Sul, Zona da Mata e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nessas área, o volume de chuva deve ultrapassar 40 milímetros, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
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