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Tragédia em Santa Maria » Obstáculos e possível excesso de pessoas dificultaram saída, diz bombeiro

Correio Braziliense

Publicação: 29/01/2013 11:44 Atualização: 29/01/2013 12:46

O sub-comandante geral do 4° comando do Corpo de Bombeiros, Gerson de Rosa Pereira, afirmou, nesta terça-feira (29/1), que o plano de prevenção a incêndios da Boate Kiss estava dentro do padrão. Ele explicou que a porta de saída da boate tinha o tamanho exigido para a evacuação segura no caso de acidentes, mas que, oficialmente, a boate comportaria apenas 691 pessoas. Gerson de Rosa chefiou a operação de salvamento das vítimas da tragédia que abalou a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 231 pessoas mortas.

O bombeiro explicou que o problema na estrutura da boate foram os obstáculos construídos no interior, como balcões, mesas, corredores, entre outros. Ele comparou o sistema de evacuação de boates à corrente sanguínea. "Se tem gordura no caminho, há problemas sérios". A saída em caso de emergência funcionaria sem problemas até o limite máximo de pessoas. O excesso de gente pode ter atrapalhado esse processo, segundo o bombeiro.

Feridos em estado grave

O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que 118 pacientes continuam internados em Santa Maria ou na capital do estado, Porto Alegre. Desses, 75 estão em estado crítico e ainda correm risco de morte – 27 deles em Santa Maria.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Secretaria de Saúde do município de Santa Maria dão atenção especial aos pacientes que ainda correm o risco de morrer, mas comemoram que nenhum novo caso de morte tenha sido registrado entre os feridos após o incêndio.
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