O sub-comandante geral do 4° comando do Corpo de Bombeiros, Gerson de Rosa Pereira, afirmou, nesta terça-feira (29/1), que o plano de prevenção a incêndios da Boate Kiss estava dentro do padrão. Ele explicou que a porta de saída da boate tinha o tamanho exigido para a evacuação segura no caso de acidentes, mas que, oficialmente, a boate comportaria apenas 691 pessoas. Gerson de Rosa chefiou a operação de salvamento das vítimas da tragédia que abalou a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 231 pessoas mortas.
O bombeiro explicou que o problema na estrutura da boate foram os obstáculos construídos no interior, como balcões, mesas, corredores, entre outros. Ele comparou o sistema de evacuação de boates à corrente sanguínea. "Se tem gordura no caminho, há problemas sérios". A saída em caso de emergência funcionaria sem problemas até o limite máximo de pessoas. O excesso de gente pode ter atrapalhado esse processo, segundo o bombeiro.
Feridos em estado graveO último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que 118 pacientes continuam internados em Santa Maria ou na capital do estado, Porto Alegre. Desses, 75 estão em estado crítico e ainda correm risco de morte – 27 deles em Santa Maria.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Secretaria de Saúde do município de Santa Maria dão atenção especial aos pacientes que ainda correm o risco de morrer, mas comemoram que nenhum novo caso de morte tenha sido registrado entre os feridos após o incêndio.
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