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Alerta » Falhas no esquema de segurança de boates são frequentes em todo o país

Correio Braziliense

Publicação: 29/01/2013 09:33 Atualização:

A única saída para a sobrevivência na boate Kiss era uma pequena porta de cor púrpura, com apenas dois metros de largura. Enquanto o incêndio se alastrava pela casa noturna, o acesso estreito se transformou em um funil. A falta de saídas de emergência é apontada como um dos fatores preponderantes para a tragédia em Santa Maria (RS) na madrugada de domingo.

Os problemas identificados no estabelecimento gaúcho, como extintores que não funcionavam e ausência de sinalização, se reproduzem até o extremo norte do país. O caso comove os brasileiros pelo sentimento de inconformismo diante da morte precoce de 231 pessoas. Mas o incêndio fatal também assusta pela incômoda sensação de que o drama poderia bater à porta de boa parte das famílias do país. Nas grandes metrópoles ou em pequenas cidades, casas noturnas funcionam sem alvará e sem atenderem às exigências mais elementares de segurança.

A dor das famílias de Santa Maria pode se repetir em cidades como Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Recife ou Rio de Janeiro, onde bares e clubes aglomeram centenas de pessoas e faturam milhares de reais sem garantir aos frequentadores a certeza de voltar para casa depois da festa. Na área central da capital federal, por exemplo, 80% das boates funcionam sem alvará — e, portanto, sem nenhuma garantia de segurança.

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