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Tragédia » Defesa Civil refaz contagem e divulga 231 mortos; há 80 feridos gravemente Durante a madrugada, a Polícia Civil do estado havia divulgado os nomes de mais três pessoas. No entanto, elas já configuravam a lista

Correio Braziliense

Publicação: 28/01/2013 09:42 Atualização: 28/01/2013 10:56

Sepultamento das vítimas começa hoje. Foto: Wilson Dias/ABr
Sepultamento das vítimas começa hoje. Foto: Wilson Dias/ABr
Um desencontro de informações marcou a contagem do número de mortos na tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. As autoridades de segurança se reuniram novamente nesta manhã de segunda-feira (28/1) e revisaram novamente para 231 o número de pessoas falecidas após o incêndio na boate Kiss. Durante a madrugada, a Polícia Civil do estado havia divulgado os nomes de mais três pessoas. No entanto, elas já configuravam a lista divulgada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que realizou a identificação.

A Defesa Civil divulgou também a lista com o registro de 121 pessoas que ficaram feridas no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Desse total, 80 estão em estado grave, segundo o boletim. Em Santa Maria estão internadas 82 pessoas, 35 delas respirando com o auxílio de aparelhos. Em Porto Alegre, há o registro de 37 internados. Uma pessoa foi hospitalizada na cidade de Cachoeirinha e outra em Canoas. Ao todo foram realizados 314 atendimentos a feridos.

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que os pacientes, vítimas do incêndio ocorrido na casa noturna, recebem "cuidados intensivos". Ressaltou que 17 leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão liberados para receber mais pacientes. Ele alerta que muitos sobreviventes inalaram fumaça e podem apresentar complicações no estado de saúde. Por isso, mesmo não apresentando sintomas de asfixia, ele orienta que essas pessoas procurem os hospitais para uma avaliação. Informou que irá para a capital gaúcha ainda nesta hoje acompanhar o trabalho das equipes médicas e as condições de saúde das vítimas, muitas delas com queimaduras. Padilha disse ainda que os governos da Argentina, Peru e Uruguai devem disponibilizar seus bancos de pele caso seja necessário.

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