Publicação: 28/01/2013 08:52 Atualização:
Mesmo se você estiver a mais de 1.600 quilômetros da cidade grande mais próxima, essa zona urbana pode afetar o tempo de onde mora. Um novo estudo mostra que a extensão dos efeitos de atividades humanas à atmosfera, cientistas concluíram que o calor gerado diariamente em áreas metropolitanas altera as correntes de vapor e outros sistemas atmosféricos.
Os efeitos podem ser sentidos a dezenas de milhares de quilômetros, aquecendo algumas áreas e esfriando outras, de acordo com o estudo publicado na revista "Nature Climate Change".
O calor extra e sem utilidade gerado por prédios, carros e outras fontes as áreas urbanas do Hemisfério Norte causa o aquecimento no inverno de regiões na América do Norte e no Norte da Ásia. Não entra na conta o calor causado pela retenção de radiação solar provocada pelos gases de efeito estufa.
Temperaturas em áreas mais remotas podem aumentar até 1Cº, segundo informa cientistas de três universidades americanas e do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas, dos EUA.
Ao mesmo tempo, as mudanças na circulação atmosférica causada pelo calor extra, chamado de "calor lixo" causa o efeito paradoxo de esfriar regiões na Europa em até 1Cº. A maior parte deste esfriamento ocorre no outono.
Mas o efeito do "calor lixo" na média da temperatura local é quase nulo - a média aumentou apenas 0.01 Cº. Isso ocorre, segundo os pesquisadores, porque o total de calor extra é apenas 0,3% do calor transportado em altas latitudes pela atmosfera e correntes oceânicas. No entanto, o impacto significativo na temperatura regional pode explicar por que algumas regiões estão experimentando mais aquecimento no inverno que o projetado por padrões de clima simulados por computador, concluem os especialistas. Eles sugerem que os modelos sejam ajustados para incluir as influências do "calor lixo" na conta final.
"A queima de combustível fóssil não apenas emite gases do efeito estufa como também afeta a temperatura por causa do calor que escapa de fontes como automóveis", diz o cientista Aixue Hu, coautor do estudo.
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