Publicação: 10/01/2013 10:46 Atualização: 10/01/2013 11:56
Muita confusão e correria em São Paulo. Dois prédios comerciais desabaram e quatro estão interditados desde a noite desta quarta-feira. As construções estão localizadas no bairro Jardim Macedônia, região conhecida como Campo Limpo, na Zona Sul da capital. Informações preliminares da Defesa Civil atestam que as construções foram feitas em cima de um córrego canalizado, cujo volume aumentou com a chuva, ocasionando o abalo da estrutura dos imóveis.
A prefeitura da cidade já está monitorando o local das construções que estão condenadas. Técnicos e engenheiros estão fazendo, neste momento, uma nova vistoria que vai definir a destinação dos prédios. O Corpo de Bombeiros informou que não houve feridos.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de São Paulo, David Monteiro, os imóveis foram interditados na tarde de ontem, após uma longa vistoria do órgão. O desabamento ocorreu por volta das 21h. “Fomos comunicados pelos proprietários. Após a vistoria, as pessoas foram todas retiradas. A demolição vai ser definida pelos engenheiros da prefeitura”, informou. Ele explicou ainda que técnicos da companhia de energia estão no local para fazer a remoção adequada do poste, em frente aos prédios, que foi derrubado pelos escombros do desabamento.
No local dos prédios, funcionam um comércio de frutas, verduras e até uma loja de confecções. Um dos donos de um dos estabelecimentos que funcionava no local há 47 anos, o comerciante Valdir Pinheiro, disse que sabia que a construção era irregular. “Nunca fomos interditados, mas eu sabia que era irregular, porque passava um córrego aqui. Todo mundo compra e vende só com o dinheiro mesmo, não tem papel”, relatou.
Valdir percebeu tremores no prédio na manhã de ontem e resolveu abrir um buraco para verificar o que havia debaixo da estrutura. “Entramos em um buraco de 3 a 4 metros e vimos um cano fluvial quebrado com muita água”, explicou.
Ao lado das construções que desabaram, quatro imóveis foram interditados. Segundo Monteiro, nesses prédios funcionam bares e autopeças no térreo, mas há pessoas morando na parte superior. “Foram cadastradas 15 pessoas. Elas foram atendidas pela assistência social, mas foram abrigadas por vizinhos”, informou o coordenador da Defesa Civil. Ele destacou que para os moradores deve ser oferecido auxílio-aluguel.
As ruas Agostinho de Paiva e Póvoa do Varzim, ondem ficam os imóveis, estão bloqueadas desde ontem. Técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fazem o desvio dos ônibus que faziam esse trajeto.
Com agências
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