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Absurdo » Médica suspeita de agredir paciente dentro de hospital não será punida

Correio Braziliense

Publicação: 08/01/2013 19:10 Atualização: 08/01/2013 18:54

A médica que brigou com uma paciente no Hospital de Ceilândia, no Distrito Federal, em dezembro de 2012, não será punida pela agressão. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a profissional não estava errada e que será, no máximo, transferida para outra unidade de saúde.

A mesma médica coleciona histórias de estresse e descontrole. Na madrugada do dia 3 de janeiro deste ano, ela ameaçou uma paciente e o acompanhante, no mesmo hospital. O Governo do Distrito Federal (GDF) promete que vai investigar o caso.

Entenda o caso
Antônia Alves, que acompanhava um idoso de 84 anos, se irritou com a demora no atendimento e discutiu com a médica plantonista, Virgínia Pimentel. As duas trocaram tapas e puxões de cabelo na recepção do Hospital Regional de Ceilândia, em Brasília.

Depois que o bate-boca entre a médica e a acompanhante evoluiu para agressão física foram necessárias oito pessoas para separar a briga. As duas foram encaminhadas para a delegacia. Na época, a Secretaria de Saúde informou que abriria um processo administrativo para investigar o caso.

Mais investigação na Ceilândia
A ausência de quatro médicos que deveriam dar plantão durante o último domingo na rede pública de Ceilândia, Brasília, provocou tumulto em dois hospitais do Distrito Federal. Em Ceilândia, a emergência ficou sem qualquer profissional no atendimento e apenas um plantonista atuou na enfermaria. Já em Samambaia, nenhum médico compareceu ao trabalho.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, apenas um dos faltosos apresentou justificativa. A médica escalada para atender em Ceilândia teria trabalhado na sexta-feira para poder prestar uma prova de residência no fim de semana. Os outros três não explicaram o motivo da ausência. “Eles já foram identificados e terão de responder na sindicância. Não quero mais justificativas”, disse o secretário adjunto da Secretaria de Saúde, Elias Fernando Miziara.

Para averiguar o caso, a Secretaria abriu uma sindicância. A pasta espera, em até 15 dias, punir os plantonistas que não compareceram ao trabalho. As penas podem ir de simples advertência até a exoneração do posto, inclusive com processo ético. Além disso, o órgão anunciou que toda a rede pública será alvo, nos próximos dias, de auditoria a fim de apurar irregularidades nos plantões e afastar os médicos que tenham grande número de faltas.
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