A primeira tempestade do ano, que correspondeu a 16% do previsto para janeiro, serviu como prévia para o que pode ocorrer no mês em pontos críticos de BH. Mais uma vez, a realidade de quem sofreu com prejuízos e transtornos foi de drama sem fim, como na Avenida Francisco Sá, palco frequente de inundação de lojas, carros e motos arrastados e pedestres correndo riscos de serem levados pela correnteza. As causas foram as de sempre: falta de escoamento da água e bueiros entupidos.
Em poucos minutos a chuva causou estragos no Prado, na Região Oeste. Na Rua Jaceguai, 10 motos e dois carros estacionados foram arrastados pela enxurrada e só pararam num grande bueiro na Rua Ituiutaba, um quarteirão adiante. O motoboy Alex Ferreira da Silva, de 42 anos, tinha 20 entregas de produtos farmacêuticos para fazer, mas apenas uma foi salva. O restante foi embora com a correnteza. A moto dele ficou danificada. “O guidom entortou e o velocímetro estragou. Tive de chamar o reboque, porque a moto não tem condições de rodar”, disse.
Os motociclistas Marcos Barcelos, de 36, e Lucimar Fernando Vieira, de 35, tiveram prejuízos também. “O tanque da minha moto ficou arranhado. Devo gastar uns R$ 2 mil para arrumar”, contou Lucimar. Segundo Marcos, não havia como salvar os veículos: “Foi perigoso demais.”
No cruzamento das avenidas Amazonas e Francisco Sá, a correnteza invadiu estabelecimentos comerciais e assustou até quem está acostumado com os alagamentos. De acordo com o encarregado de pátio do lava a jato da concessionária Roma Fiat, Luis Gustavo Barros, a água subiu em menos de 10 minutos e causou confusão no trânsito e medo em pedestres. “Por causa do alagamento, os motoristas voltaram na contramão. Dois carros bateram e motoboys começaram a andar sobre as calçadas”, afirmou.
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