A ex-estudante de direito, Érika Passarelli Vicentini Teixeira, de 29 anos, acusada de arquitetar a morte do pai, Mário José Teixeira Filho, de 50, para receber cerca de R$ 1,2 milhão em apólices de seguro, vai a júri popular. Ela recebeu a sentença de pronúncia no fim do ano passado por homicídio na Comarca de Itabirito, Região Central de Minas, local onde o corpo da vítima foi encontrado. A mulher está presa desde março de 2012, quando foi encontrada pela Polícia Civil de Minas Gerais trabalhando em uma casa de prostituição no Rio de Janeiro.
Mário José foi executado em agosto de 2010. O corpo foi achado com três tiros às margens da BR-356. Além de Érika, o ex-namorado Paulo Ricardo de Oliveira Ferraz, 19, e o sogro, o cabo da Polícia Militar, Santos das Graças Alves Ferraz, de 47, também respondem pelo crime acusados da execução. Pai e filho que foram presos e liberados por alvará de soltura.
Além do crime contra o pai, Érika responde a vários processos de estelionato por golpes aplicados em lojas de BH. A mulher, que morava no Bairro Belvedere, região centro-sul, fazia fotocópias de cheques e comprava em lojas. O pai da jovem contratou três seguros de vida totalizando R$ 1,2 milhão cuja filha seria a única beneficiária. O plano dos dois era encontrar um corpo para forjar a morte de Mário.
A estudante receberia os seguros e dividiria o dinheiro com o pai. No entanto, enquanto tentavam aplicar esse golpe milionário, eles tiveram um desentendimento e, paralelamente, Érika arquitetou a morte do pai, pedindo ajuda ao namorado e ao sogro.
Os rastros de Érika foram seguidos durante quase dois anos. Até a Polícia Federal ajudou na procura pela mulher. A polícia teve notícias da mulher em Paranaguá (PR), no interior de Minas e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de encontrá-la no Rio.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o advogado da acusada, Zanone Manuel de Oliveira, entrou com recurso contra a sentença de pronúncia, mas ainda não foi julgado.
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