Publicação: 04/01/2013 12:21 Atualização:
A forte chuva que atingiu Angra dos Reis e imediações, na Costa Verde do estado, provocou a queda de barreiras ao longo da BR-101, nos trechos que cortam o município, fechando temporariamente as pistas nos dois sentidos e fazendo com que o tempo de viagem entre a capital e a cidade do litoral sul praticamente dobrasse.
“Fiquei praticamente quatro horas na estrada e cheguei a Angra de madrugada. Chovia muito, e a estrada fechada fez com que ficássemos retidos em alguns pontos por um longo tempo”, disse à Agência Brasil, Francisca Manuela de Souza, que deixou Itú, São Paulo, com o marido, com destino à Paraty, também na Costa Verde, mas resolveu pernoitar em um hotel de Angra dos Reis, onde chegou por volta das 4h da manhã de hoje (4). “Agora não sabemos o que fazer, pois há a possibilidade de que voltemos a enfrentar problemas. A vontade que dá é desistir e voltar para casa.”
Neste momento, a chuva deu uma trégua na cidade de Angra dos Reis, mas a BR-101 ainda apresenta problemas para quem vem ou vai para o Rio de Janeiro, principalmente, uma vez que as pistas estão sendo fechadas momentaneamente em ambos os sentidos para os trabalhos de remoção de limpeza e retirada da lama que cobre trechos significativos da Rio-Santos.
Os quatro principais deslizamentos ocorreram nas localidades de Camurim, Monçoambaba, Jacuecanga e Tapinhatubá – onde os bombeiros e os agentes da defesa civil de Angra dos Reis continuam os trabalhos de limpeza da pista. Houve ainda dois deslizamentos de terra em duas das estradas municipais, levando também à interdição das pistas.
A prefeitura da cidade informou que, apesar da chuva forte durante toda a madrugada, não ocorreram novos deslizamentos e alagamentos e que a situação melhorou um pouco, embora a cidade continue em estado de emergência, uma vez que é esperado chuver na parte da tarde, principalmente na região da Ilha Grande, onde em 1º de janeiro de 2010 morreram 31 das 52 pessoas naquela que foi considerada uma das maiores tragédia da cidade.
Cento e cinquenta pessoas ainda estão nos cinco abrigos montados pela prefeitura, nove casas foram destruídas por desabamento – todas na localidade de Santa Rita – 39 casas foram condenadas e 85 outras foram parcialmente interditadas, número que pode aumentar uma vez que a Defesa Civil estará vistoriando ao longo do dia mais 150 residências que apresentam risco.
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