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Transtornos » Réveillon de Copacabana teve problemas de trânsito e transporte público Público enfrentou dificuldades na volta pra casa, após a virada

Agência O Globo

Publicação: 01/01/2013 17:08 Atualização:

As primeiras horas de 2013 foram marcadas por dificuldades enfrentadas pelo público na volta para casa, após a festa de réveillon na Praia de Copacabana. O trânsito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, previsto para ser liberado por volta das 4h, só foi aberto às 5h13m, provocando confusão e transtorno para os passageiros que invadiram as pistas da via para parar os ônibus, que passavam lotados. O trânsito continuou intenso até 7h10m, e muitos passageiros reclamavam da demora. Segundo usuários, táxis também eram insuficientes. Pouco antes das 9h, o trânsito já fluía bem no bairro, e guardas da CET-Rio atuavam em diversos pontos.

E o problema começou cedo. As primeiras pessoas que se dirigiram para os pontos de embarque depois da queima dos fogos tiveram que esperar pelo menos 30 minutos para voltar para casa. Os coletivos só tiveram ordem para partir depois de meia-noite e meia. A coreógrafa Adriana Raposo foi a primeira a chegar no ponto de embarque na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, estabelecido para auxiliar na interdição feita pela prefeitura.

"Cheguei à meia-noite. Quis ir embora porque não me senti bem. Mas tive que ficar esperando esse tempo todo", contou Adriana, que esperou durante 35 minutos o ônibus para Campo Grande.

Por volta de 1h30m desta terça, a espera para voltar para casa de ônibus no ponto de embarque no Corte do Cantagalo chegou a 50 minutos. Os primeiros coletivos em direção à Praça da Bandeira e São Cristóvão esperaram atingir lotação máxima para sair. Muitas pessoas reclamaram. Patrícia Oliveira não gostou de ter que andar da praia até o local.

"Demoramos 20 minutos. Preferia o esquema antigo, quando a gente andava menos. Tem muito idoso, como a minha mãe, que vem ver os fogos e não precisa se cansar", disse Patrícia, dentro do ônibus para São Januário.

Por volta das 4h, moradores de Copacabana que retornavam para suas casas após as festas de réveillon reclamaram que alguns dos bloqueios montados pela prefeitura, que seriam abertos às 4h desta terça-feira, permaneciam fechados. A barreira montada próximo ao Túnel Velho continuava fechada até 4h45m.

"Um absurdo isso. Moro em Copacabana, esperei o horário de 4h para retornar e agora o bloqueio permanece montado. Isso é uma falta de respeito com as pessoas", reclamou Stella Caymmi, filha da cantora Nana Caymmi.

Longas filas no metrô para sair de Copacabana também foram constatadas por quem estava na festa na orla. Por volta das 4h, a fila da estação Cardeal Arcoverde era tão grande que chegava quase na estação Siqueira Campos.

"Estou há três horas tentando embarcar para o Centro da cidade", contou Luciana Cunha, moradora de Vilar dos Teles.

Secretário afirma que esquema de saída de Copacabana foi bem-sucedido

O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, considerou bem-sucedido o esquema de saída de Copacabana com o fechamento do bairro para veículos neste réveillon. O secretário realizou um sobrevoo de helicóptero sobre o bairro após a queima de fogos para avaliar o sistema: "O esquema funcionou muito bem. As vias internas de Copacabana estão todas livres. Pela primeira vez o metrô funcionou sem nenhuma interferência de carros e foi um sucesso. A dispersão funcionou bem, com uma oferta grande de ônibus. A única interferência no esquema foi uma blitz da Lei Seca próximo ao Corte do Cantagalo. Pedi que não acontecesse nenhuma blitz, só ali fizeram."

Amanhecer com praia lotada

Após a queima de fogos, a areia de Copacabana amanheceu lotada nesta terça. Pela manhã, ainda era grande a quantidade de turistas e moradores que se aglomeravam em toda a extensão da praia. Na areia da praia, a grande quantidade de lixo chamava a atenção. O trabalho dos garis comecou pouco depois das 6h, e o trabalho deve se estender até as10h. Uma quantidade muito grande de barracas também ocupava as areias de Copacabana neste horario. A família Queiroz, de Salvador, veio pela primeira vez para o réveillon carioca e trouxe um verdadeiro aparato para a virada.

"Trouxemos barracas, comida, champanhe. O espetáculo foi lindo. Estamos na casa da minha irmã em Vila Valqueire, por isso trouxemos a barraca para voltar de manhã, quando acabar a confusão", explica Luciola Queiroz.

Ja os turistas Rosane Cunha e Ocimar Junior vieram de Rio Claro, interior do Rio, para aproveitar a festa. Tomaram café da manhã em uma das poucas padarias que estavam abertas, na Rua Prado Junior:

"Foi o reveillon mais incrível das nossas vidas. A unica coisa chata é que tivemos que deixar o carro em Botafogo e andar todo o percurso a pé."

Réveillon em Copacabana: 1.162 atendimentos médicos nos postos da prefeitura

Durante a festa de réveillon, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil recebeu 1.162 pacientes nos seis postos médicos montados na orla de Copacabana. Foi necessário remover 45 pessoas para hospitais. O número de ocorrências caiu 29% em relação à última virada de ano, quando 1.645 pessoas passaram pelos postos, e 87 remoções foram feitas.

Os postos funcionaram das 17h do dia 31 de dezembro às 6h desta terça-feira, dia 1º. Casos de alcoolismo, mal estar e cortes, principalmente nos pés, foram as causas da maior parte dos atendimentos. Já as remoções foram em sua maioria provocadas por intoxicação alcoólica e pequenos traumas. O posto situado em frente à Rua Paula Freitas foi o que registrou maior movimento, com 330 pacientes atendidos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os postos contaram com 67 leitos neste ano, sendo 12 de suporte avançado. Ao todo, 173 profissionais, entre médicos, técnicos e administrativo trabalharam nas unidades montadas na orla, em frente às ruas Princesa Isabel, Praça do Lido, Paula Freitas, Santa Clara, Bolívar e Souza Lima. Na orla de Copacabana, também ofereceram apoio técnicos de Defesa Civil, na coordenação das ações de monitoramento e de contingência, e fiscais da Vigilância Sanitária, que realizaram ações de inspeção e vigilância nos estabelecimentos comerciais de alimentos, como hotéis, restaurantes e quiosques.
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