Economia Boom ciclístico atinge montadoras Montadoras e carga fiscal são afetadas pela maior adesão à bicicleta nas cidades brasileiras

Por: Augusto Freitas

Publicado em: 19/08/2013 11:17 Atualizado em: 19/08/2013 11:26

Bikes Renault possuem rodas com aro 16, 20 ou 26, quadro produzido em aço carbono, com modelos femininos e masculinos.  Foto: Divulgação (Divulgação)
Bikes Renault possuem rodas com aro 16, 20 ou 26, quadro produzido em aço carbono, com modelos femininos e masculinos. Foto: Divulgação
Não são apenas lojas que estão aproveitando o boom no comércio de bicicletas. Algumas montadoras de veículos também estão embarcando na ideia e desenvolvendo projetos para produzir ou estampar sua marca nas bikes. A francesa Renault é uma das que aderiu à estratégia e hoje já é possível ver nas ruas e comprar bikes com a marca. A empresa licenciou o nome e firmou parceria com a empresa Colli Bike, localizada no Paraná, que fabrica os modelos.

Ao todo, são 11 modelos com preços que variam entre R$ 399 a R$ 900. As bikes Renault possuem rodas com aro 16, 20 ou 26, quadro produzido em aço carbono e versões específicas para os públicos masculino e feminino. A reportagem do Diario também pesquisou com grupos de ciclismo do Recife e obteve a informação de que outras montadoras, inclusive chinesas, também fabricam bicicletas. No entanto, constatou que a fabricação ainda não é realizada no Brasil.

A presença das "magrelas" nas ruas seria maior no Brasil se não fosse a alta carga tributária dos produtos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios (Abradibi), cerca de 40% do valor final das bikes está diretamente ligado aos impostos. Para se ter uma noção do massacre fiscal, nos Estados Unidos e na Colômbia a carga tributária sobre as bicicletas é zero. Para a associação, com incentivos fiscais à produção de bikes poderá atingir 10 milhões de unidades nos próximos anos.

Para complicar ainda mais, um movimento criado pelo governo federal para restringir a importação de peças impedem o setor de crescer. A Abradibi defende uma mudança radical para que as fabricantes brasileiras não se prejudiquem. No que depender da onda de criação de espaços como ciclovias e ciclofaixas, o setor, ao menos, deve permanecer em uma parábola ascendente. Basta reparar nas lojas e pontos de vendas de bicicletas e acessórios, cada vez mais procurados por quem adora uma brisa no rosto e uma paisagem. Vai ficar parado? A "magrela" está te esperando.



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