• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Protesto Protesto na UFPE pede mais estrutura e segurança Manifestação lembra caso do início do mês, quando rapaz foi atropelado por um ônibus dentro do campus

Por: Laís Araújo - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/06/2013 11:59 Atualizado em: 19/06/2013 12:29

Protesto na UFPE pede mais atenção aos ciclistas. Foto: Nando Chiappetta/DP/DA Press.
Protesto na UFPE pede mais atenção aos ciclistas. Foto: Nando Chiappetta/DP/DA Press.
Dentro do campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), zona oeste do Recife, um ciclista foi atropelado por um ônibus no começo do mês de junho (7). Por volta das 17h, um ônibus da linha Curado II colidiu com Leandro Pereira, morador do Engenho do Meio. A unidade da Samu que prestou atendimento chegou ao local cerca de 40 minutos depois e levou Leandro para o Hospital da Restauração, onde foi atendido. Na última terça-feira (19), manifestação foi realizada para lembrar o caso e pedir mais segurança e infraestrutura na região.

Cerca de quinze manifestantes compareceram ao local, entre as 17h e 19h, pedindo melhorias com cartazes e vozes. Júnior Santos, estudante de 20 anos, realiza a maior parte dos seus trajetos de bicicleta e explica o motivo de ter comparecido ao protesto. "A maioria dos ciclistas que estavam protestando estuda lá e usa a bicicleta todos os dias. O que me levou a ir protestar foi minha indignação por saber que houve atropelamento dentro do campus, ainda mais por um ônibus que leva e trás estudantes". Ele explica que os motoristas deveriam respeitar a velocidade de 30km/h, para melhor convivência com os pedestres e ciclistas. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), onde não houver sinalização regulamentadora, a velocidade máxima deve ser de 30km/h nas vias locais. Em vias coletoras, a velocidade máxima é de 40km/h e em vias arteriais 60km/h.

O estudante reitera os problemas conhecidos por quem pedala na cidade. "Pedalar pelo Recife é um grande desafio para todos os ciclistas. A cidade não tem infraestrutura, falta ciclovias, sinalização. Além da falta de respeito da maioria dos motoristas, que desrespeitam leis que favorecem o ciclista". Entre estas leis, as que determinam a preferência do pedestre e ciclista sobre os veículos motorizados. Júnior afirma que apesar de vários motoristas não entenderem, é preciso lembrar que quem pedala está, sim, no lugar certo ao utilizar a mesma via que os carros. Ciclovias e ciclofaixas são equipamento de proteção, não de segregação. Nas vias em que forem inexistentes, o asfalto deve ser dividido entre os modais, com prioridade para os não-motorizados. "É incrível como somos invisíveis para alguns". O lembrete vale para os motoristas que costumam tirar finas dos ciclistas, que reclamam que quem pedala está criando retenção no tráfego ou que acreditam que o lugar do ciclista é na calçada - espaço destinado aos pedestres.

Em relação ao caso específico da Universidade Federal de Pernambuco, o estudante explica as reivindicações. "Melhoria de sinalização sobre limite de velocidade para motoristas, mais espaço para os ciclistas e faixas de pedestres. Acho que isso seria o básico pra que pedestres e ciclistas trafeguem sem perigos", diz Júnior. As famosas catracas da Federal também são citadas: elas são implantadas ao redor do campus para filtrar e controlar o seu acesso, limitando a entrada e saída de veículos apenas pela BR-101. Nos outros pontos de entrada, onde existem as catracas, apenas pedestres conseguem utilizá-las. A falta de estrutura de entrada para os ciclistas (e também para outros modais não-motorizados) ocasiona na necessidade de mudança de trajetos, muitas vezes menos seguros para os estudantes e frequentadores do campus.

A Universidade Federal de Pernambuco ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.