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Vrum Motoristas e Ciclistas: por uma convivência harmônica A maioria dos acidentes acontece por falta de cuidados básicos

Publicado em: 17/06/2013 09:12 Atualizado em:

por Renata Maciel

Que a frota de automóveis cresce a cada dia, não é novidade e os recordes de vendas só comprovam o fato. Mas agora existe uma nova realidade no Recife: o crescente número de bicicletas circulando pelas ruas. É preciso atenção redobrada para enfrentar o trânsito do dia a dia, já que os carros disputam o mesmo espaço com ciclistas, pedestres, carroças e ainda precisam desviar dos buracos na pista. Como a lei da física sempre vale, dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e os cuidados se fazem necessários para evitar acidentes.

De quem é a culpa? Do motorista ou do ciclista? O instrutor de trânsito Linaldo Tavares explica que tanto os condutores de automóveis quanto os que circulam de bicicleta devem fazer sua parte por um tráfego mais seguro. “É necessário conhecer seus direito e deveres em qualquer situação para evitar tomar atitudes que possam causar acidentes ou danos aos usuários”.

O instrutor ressalta que ninguém tem o controle sob as ações erradas dos outros, os buracos da estrada ou mesmo o tempo. “Já vimos casos de ciclistas que se machucam por terem perdido o controle da bicicleta e passaram na frente de um carro”, explica. A maioria dos acidentes acontece por falta de cuidados básicos, independente do meio de transporte, como esquecer de ligar a seta de sinalização nos cruzamentos ou falta de precaução e excesso de velocidade. Em sua maioria, as ocorrências de trânsito podem ser evitadas por um ou ambos os motoristas envolvidos.

 (Divulgação)


O servidor público Eraldo Pedrosa trocou o veículo há nove anos pela bicicleta como meio de transporte e já passou pelo susto de uma colisão. “Não foi grave, mas você percebe o quão perigoso pode ser estar desatento. Uma queda com bicicleta é semelhante a uma de moto”, afirma.

Ciclista experiente, o administrador Sérgio Leitão aconselha os companheiros de pedaladas a andarem sempre com equipamentos de segurança. “O básico é capacete, luva e luzes traseiras e dianteiras”. Mas acrescenta que todos na rua fazem o trânsito. “Para ser mais respeitado é necessário respeitar as leis de trânsito, independente em qual meio de transporte esteja”, comenta.

Para reverter o quadro de muitos acidentes, a Prefeitura do Recife deu início à capacitação de 667 motoristas da gestão municipal com cursos sobre como dirigir defensivamente respeitando os pedestre e ciclistas. As aulas já começaram e seguem até agosto.

 (Divulgação)


Vai de carro?

1. Os ciclistas circulam pelo lado direito. Evite trafegar muito próximo ao meio-fio e prejudicar o espaço da bicicleta. Após considerar o perigo e se preparar para a defesa, agir imediatamente sem esperar para ver o que pode acontecer. O tempo de indecisão é a diferença entre acidente e a manobra defensiva.

2. Nunca sair de casa com algum acessório do carro defeituoso. Faça a revisão. Sempre ligar a seta de sinalização antes de entrar e não mudar de faixa bruscamente. Respeitar o limite de 1,5 m de distância da bicicleta.

3. Ao conduzir, criar o hábito de prever situações e locais de perigo como complicações num cruzamento, ciclista na contramão e pedestres que saem em frente ao veículo. Dirigir defensivamente significa completar o percurso sem desrespeito às normas e regras de trânsito.

4. Em situações adversas de luz, dirija devagar e com atenção redobrada. Regule corretamente os faróis e nunca dirija com eles apagados ou com defeito. Nunca dar a partida sem ter o campo de visibilidade completo. Os ciclistas podem estar em pontos cegos.

Fonte: Instrutor de trânsito Linaldo Tavares

 (Divulgação)


Vai de bicicleta?

1. As faixas reservadas aos ciclistas são sempre as da direita, havendo ou não ciclofaixa. Evita circular entre os automóveis. Quando for ultrapassar um veículo, garanta que o condutor percebeu sua presença através de um aviso sonoro ou luminoso.

2. Apesar de não receberem multas, as bicicletas devem transitar no mesmo sentido dos automóveis para evitar colisões frontais. Evitar andar sob as calçadas. Nelas existem pedestres e, muitas vezes, comércio. É possível perder o controle da bicicleta.

3. Evite as vias principais de muito movimento de veículos. As ruas foram desenvolvidas para priorizar os automóveis. Respeite os semáforos e não faça ultrapassagens indevidas. Às vezes a paciência é a melhor aliada.

4. Ande sempre com os equipamentos de segurança como as luzes dianteiras e traseiras, capacete e luvas. Adquira uma bicicleta adequada para condução urbana. Existem modelos específicos para campos e estradas. Além de serem desconfortáveis, não oferecem segurança ao ciclista.

Fonte: Marcos Oliveira, proprietário da AquaShop

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