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Mobilidade Dia de ir de bike ao trabalho Movimento nacional ganhou força no Recife com a formação de grupos para acompanhar os ciclistas

Publicado em: 10/05/2013 08:33 Atualizado em: 10/05/2013 08:42

Ciclista diário, o professor Erikop Andrade, 35 anos, defende melhor estrutura nas vias. Fopto: Maria Eduarda Bione/Esp DP/DA Press.
Ciclista diário, o professor Erikop Andrade, 35 anos, defende melhor estrutura nas vias. Fopto: Maria Eduarda Bione/Esp DP/DA Press.

As bicicletas deixaram de ser objeto em desuso nas casas recifenses. A segunda etapa rumo à incorporação definitiva da cultura de compartilhamento das vias é transformar as pedaladas de fim de semana em atividade diária, passo que esbarra em vários desafios. Mesmo que dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontem uma redução no número de 184 ciclistas vítimas de acidentes atendidos entre o primeiro trimestre de 2013 e o do ano passado, ainda não são todos que estão dispostos a enfrentar as ruas. Hoje, dia mundial do movimento De Bike ao Trabalho, grupos vão se espalhar pela cidade para ultrapassar essa barreira. Mostrar que é possível vencer esse e outros desafios de usar a magrela no dia a dia.

A atividade oficial dos cicloativistas ocorrerá a partir das 7h, em parceria com uma agência de publicidade. Espalhados entre os bairros de Boa Viagem, Caxangá, Casa Forte e Graças, os Bike Anjos levarão grupos de funcionários até a empresa e, ao final do expediente, os trarão de volta. “Esse é um exemplo. Precisamos construir a cultura de que esse é um veículo e de que é possível utilizá-lo para deslocamento”, afirmou um dos coordenadores do Bike Anjo, Enio Paipa. Para ele, o grande desafio para fazer as pessoas colocarem as magrelas na rua é promover o respeito através de campanhas educativas.

A opinião é compartilhada pelo fotógrafo Rafael Mattos, 32, que começou a pedalar diariamente há um ano e meio mesmo com o receio da esposa. Hoje ele faz 32km entre Boa Viagem, onde mora, e a Tamarineira, onde trabalha. “Tem uma gama de benefícios. Uns palpáveis, como a melhoria da saúde e a redução do tempo de deslocamento. Outros não, como a promoção da sustentabilidade e da humanização”, contou ele.

Uma das maiores causas de acidente envolvendo ciclistas ainda é a velocidade média das vias. Neste ano, foram cinco acidentes com mortes. “Não adianta pensar em melhorar a infraestrutura se não colocar a redução da velocidade médias na pauta pública”, afirmou o professor e ciclista diário Érico Andrade, 35 anos.

Dez estações até o fim do mês

As dez primeiras estações de aluguel de bicicletas que vão compor o circuito metropolitano serão instaladas até o fim deste mês. O processo de contratação do consórcio que vai executar o serviço, formado pelas empresas Serttel e Samba, foi finalizado nesta semana. O Centro do Recife será o primeiro a receber os equipamentos. Até setembro, as outras 60 estações revistas deverão ser instaladas em outros pontos da cidade e também em Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

O compartilhamento funcionará online, com estações alimentadas por energia solar, permitindo ao usuário retirar e devolver as bikes em qualquer ponto. O serviço custará R$ 10 mensais ou R$ 5 diários, possibilitando 30 minutos de viagens com 15 minutos de intervalo.

A taxa de multa para quem ultrapassar esse tempo é de R$ 5. Quem possui o VEM terá um incentivo a mais. O passe anual custará R$ 10. As 70 estações serão implantadas a uma distância de 1km umas das outras, com passagem por bairros como Piedade, em Jaboatão, Boa Viagem e São José, no Recife.

 



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