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Atenção » Cuidado ao fantasiar o bicho de estimação e levá-lo para o Carnaval Há quem não abra mão de se divertir ao lado do pet. Mas antes de ir para a folia com seu cão, saiba os cuidados que devem ser tomados para evitar estresse e acidentes

Correio Braziliense

Publicação: 20/02/2017 11:59 Atualização: 20/02/2017 12:04

É preciso observar o perfil do animal antes de decidir participar de algum desses encontros. Foto: Arquivo pessoal
É preciso observar o perfil do animal antes de decidir participar de algum desses encontros. Foto: Arquivo pessoal

Pode-se dizer que a vida canina no Brasil é “boa pra cachorro”. Muitos estão sempre em festas com os donos. No carnaval, há quem não queira ir para a folia sozinho. Levam o pet, vestem a fantasia no bichinho e se jogam juntos nos blocos. A combinação folia e cachorro pode dar certo e resultar em muita diversão. Mas, sem os cuidados corretos, o cão pode sofrer. É que a festa, em um primeiro momento, pode parecer inofensiva, mas esconde algumas periculosidades para os animais.

A administradora Renata Rezende, 27 anos, por exemplo, levou, pela primeira vez, as duas cachorrinhas para a festa. Mas não vão para qualquer bloco. “Fui apenas ao Carnapet, por ser um evento pensado para elas. Tenho medo de ir a outros e alguém maltratá-las ou de elas fugirem”, comenta a administradora. E ela tem razão. Esses são, realmente, alguns dos perigos, mas não os únicos.

Segundo a médica veterinária Katiane Rocha, da Clínica Petit Animale, os riscos de acidentes, como fuga e atropelamento, são altos, por conta do barulho excessivo, que gera grande estresse aos bichos. Para evitar esse tipo de transtorno, é preciso observar o perfil do animal antes de decidir participar de algum desses encontros. Aqueles muito medrosos e que não estão acostumados com muvuca devem ser poupados. Outro aspecto importante é atentar se o cachorro tem predisposição a ataques cardíacos, ou se é braquicefálico, como pugs e buldogues. Por causa do focinho encurtado, esses últimos têm dificuldade de respirar, e, somado aos sintomas de estresse, podem hiperventilar.

Além disso, jamais saia sem guia e identificação do animal. A guia é importante para evitar fugas e confusões com outros cachorros. No caso de, por algum motivo, seu cachorro se perder, é importante que ele esteja identificado, com o nome, endereço e telefone do dono. O médico veterinário Samuel Ciminelli, da Clínica Veterinária Pet Glamour, ainda aconselha o uso de microchips, que facilitam a busca caso o bicho suma em meio a tante gente.

Agora, se seu cachorro é guloso e coloca tudo o que encontra na boca, é melhor mantê-lo longe da concentração de pessoas. Bitucas de cigarro, restos de serpentinas, espuma, balões, enfeites, tudo isso pode acabar no estômago dele e causar algum tipo de intoxicação e outros problemas mais severos, como necessidade de cirurgia para a retirada do objeto estranho.

Ainda na concentração
Evite ir para os blocos nos horários entre 10h e 16h. O sol está mais quente e, além de causar desidratação nos cachorros, pode queimar as patinhas deles com o calor do asfalto.Proteja-os com sapatinhos, ande sempre com uma garrafa d’água para hidratá-los e mantenha-os na sombra. O uso de protetor solar é obrigatório na ponta das orelhas, no focinho e na barriga.

Posso pintar meu cachorro? O ideal, segundo o veterinário Samuel Ciminelli, é procurar centros estéticos especializados nesse tipo de serviço. Certifique-se de que a tinta usada é própria para animais. Glitter e purpurina devem ser mantidos bem longe. O animal pode respirar as partículas, o que pode resultar em um choque anafilático.

As fantasias estão liberadas, mas não deixe para experimentá-las só no dia do bloco. É importante acostumar o animal antes e garantir que ele não sinta nenhum desconforto. O melhor é escolher a roupinha mais ventilada possível.

Não vou para a folia
Mesmo que você não leve seu cachorro para a festa, ele pode ficar exposto ao barulho excessivo que vem das ruas, o que pode estressar o bichinho. Uma boa solução é procurar previamente a orientação de um veterinário para tentar acalmá-los com florais ou tranquilizantes.

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