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Saúde » Mudança na tonalidade dos pelos do animal pode indicar algum problema Alguns cachorros apresentam alteração no tom dos pelos. O problema pode ser causado por inúmeros fatores, como exposição solar e até alimentação

Correio Braziliense

Publicação: 01/02/2017 09:54 Atualização: 30/01/2017 17:17

O poodle Freddy passou a apresentar algumas mudanças intermitentes na coloração da pelagem, logo após tomar algumas vacinas obrigatórias. Foto: Arquivo pessoal
O poodle Freddy passou a apresentar algumas mudanças intermitentes na coloração da pelagem, logo após tomar algumas vacinas obrigatórias. Foto: Arquivo pessoal

Os cães podem ter a coloração dos pelos alterada por diversos fatores. Alergias, manchas hereditárias, doenças parasitárias (sarna, fungos e bactérias), reações inflamatórias, cicatrizes, alterações hormonais, medicamentos e até mesmo câncer de pele são algumas razões para a mudança de tom da pelagem. “Uma doença comum, em especial no verão, é a dermatite actínica, causada pela exposição solar crônica. É mais frequente em animais com pele e pelagem claras, e com pelo curto”, alerta a médica veterinária Cláudia Godoi, do Hospital Veterinário São Francisco. De acordo com ela, as raças mais afetadas são pitbull, bull terrier, boxer e dálmata, e as lesões ocorrem principalmente no nariz, focinho, pálpebras, abdômen, orelhas e lábios.

Cláudia explica que, no início da doença, a pele fica vermelha e mais espessa, o que acaba por acumular queratina e obstruir os poros do pelo do animal. Isso possibilita o surgimento de infecções oportunistas, com formação de crostas e até de pus. “Paralelo a isso, os melanócitos (células responsáveis pela coloração da pele), na tentativa de proteger a pele do sol, liberam melanina. Assim, ela fica mais escura, sem elasticidade e espessa”, explica.

Nessas condições, podem ocorrer diversas feridas, úlceras, e neoplasias (câncer de pele). Para proteger os pets, existem os protetores solares específicos para animais. Esses produtos têm uma consistência mais firme, além de sabor amargo para impedir lambeduras e ingestão do produto. “Além disso, devemos evitar os passeios nos horários mais quentes do dia, manter sempre uma sombra para os animais em casa e água fresca disponível”, acrescenta a profissional.

Outras razões
De acordo com a também veterinária Talita Borges, da Dermatopatas, a melanotriquia — forma mais comum de hiperpigmentação do pelo — é pós-inflamatória. Acontece quando as áreas que sofreram algum trauma produzem mais pigmento ao redor da lesão. “A exposição aos raios ultravioletas é considerada um trauma, assim como a cicatrização de feridas profundas ou de vacinas, que também podem levar à alteração de coloração”, esclarece Talita.

Esse quadro é mais comumente observado em algumas raças, como yorkshire, poodle e sheepdog. “O mecanismo exato da hiperpigmentação dessas doenças é desconhecido. Estudos sugerem que a pele libera localmente fatores que estimulam as células produtoras de melanina, os melanócitos”. Talita explica que esses fatores estão presentes na pele do bichano saudável, só que em níveis baixos. Suas atividades são aumentadas em resposta ao trauma e ao estresse cutâneo. Vale ressaltar também que, nesse caso em especial, a mudança da cor do pelo pode ser considerada um problema estético, já que é decorrente de um processo pós-traumático, ou seja, o trauma não está mais ocorrendo.

O poodle Freddy, 5 anos, passou a apresentar algumas mudanças intermitentes na coloração da pelagem, logo após tomar algumas vacinas obrigatórias. O pelo dele, que é naturalmente claro, entre o branco e o creme, ganhou manchas marrons ao longo do dorso. A veterinária do animal foi quem percebeu a mudança, mas acalmou os tutores do cachorro, Rubem Sardou e a filha Marcela. “No caso dele, foi mais uma preocupação estética”, relata. Assim, não há motivos de alarde, e pai e filha restringem os cuidados com a aparência de Freddy às sessões semanais de banho e tosa.

Além do uso de medicamento, alterações no ph da pele do bicho também podem modificar a aparência dos pelos. Há indícios de que o problema seja resultado de uma alimentação altamente proteica. O quadro ainda piora os sintomas da lágrima ácida, que também agravam o processo. “Mas isso ocorre em regiões localizadas, como patas, ouvidos e olhos. Nunca no pelo todo. Geralmente, a mudança de cor é causada pelo fato de o animal estar se lambendo e coçando por causa da alteração”, esclarece Luiz Fernando Machado veterinário da clínica Hospital Veterinário Oliver.

O olho seco ou lágrima ácida modificam a coloração da pelagem por causa da secreção que produzem. Assim, afetam especialmente os pelos ao redor dos olhos, dando dicas da existência de uma possível alergia no local.

“Uma das maiores causas desses pruridos são de condições alérgicas. A exposição ao sol pode agravar os sintomas, aumentando a coceira, por exemplo”, explica Luiz. “Ao se lamber, o cão deposita uma quantidade maior de saliva na região afetada, principalmente nas patas, e é esse excesso de saliva que muda a coloração dos pelos”, acrescenta.

“Uma doença comum (que muda a cor da pelagem), em especial no verão, é a dermatite actínica, causada pela exposição solar crônica. É mais frequente em animais com pele e pelagem claras, e com pelo curto”
Cláudia Godoi, médica veterinária.

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