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Destino » Litoral espírito-santense exibe águas geladas e azuis como o céu de verão O estado tem praias de beleza única e cidadezinhas charmosas incrustadas na montanha, tudo a uma hora de distância da capital

Rafaela Pancery - Especial para o Correio - Correio Braziliense

Publicação: 06/01/2017 10:30 Atualização: 06/01/2017 10:36

O destino é procurado especialmente por turistas de Minas Gerais. Foto: Yuri Barichivich/Setur
O destino é procurado especialmente por turistas de Minas Gerais. Foto: Yuri Barichivich/Setur

Espremido entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, o Espírito Santo é uma delícia de lugar — especialmente para quem cultua a exclusividade. O destino é procurado por um público bem específico: turistas de Minas Gerais, na alta temporada. Ainda assim, os campeões em visitação são pessoas do próprio estado. A autoapreciação não tem mistério, a começar pelo litoral de 392km de extensão. Há paraísos bem próximos de Vitória, como Guarapari e Anchieta, nos quais a natureza presenteia os visitantes com águas geladas e azuis.
 
A atmosfera praiana concorre, sem perder espaço, com uma região montanhosa cheia de segredos, em meio à Mata Atlântica. A Pedra Azul, cujo cume chega a mais de 1,8 mil m de altitude, é rodeada pela produção de cafés finos, queijos e socol — iguaria italiana com tempero local. Chegar à região é fácil: saindo de Vitória, a viagem de carro dura uma hora. Não vá sem antes provar da moqueca capixaba. Se preferir, atravesse a Terceira Ponte até chegar a Vila Velha e coma lá mesmo, em um restaurante de frente para o mar.

Quem vai volta
A alta temporada do ano passado foi movimentada em terras espírito-santenses. O período de temperaturas altas registrou a visita de mais de 1,5 milhão de pessoas. O número é menor que o de 2015, quando mais de 1,7 milhão de turistas foram para lá. O tempo de permanência, porém, subiu de nove para 11 dias. A pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) mostra que 99,6% dos que foram ao estado no verão de 2016 são de lá mesmo (48,1%) e de outros estados — Minas Gerais (31,8%), Rio de Janeiro (7,6%) e São Paulo (5,1%).
 
O Observatório do Turismo também realiza estudos no aeroporto de Vitória. Em outubro, a maioria dos entrevistados disse ter ido à cidade para apreciar manifestações culturais (67%) e shows de música (33%). As impressões sobre o Espírito Santo mudaram: antes da visita, 25% consideravam o destino ótimo. Depois da viagem, o grupo se tornou maioria (44,5%). O desejo de retornar à cidade foi declarado por 80% dos entrevistados. Não é difícil entender o porquê.
 
As águas do Atlântico, emolduradas por ilhas (do Boi e do Frade), morros, píeres e enseadas, estão ao lado de obras-primas da natureza: o Morro do Moreno e as praias de Vila Velha. O município é ligado a Vitória por uma ponte (a Terceira). Ao cruzá-la, dá para observar os principais pontos turísticos das duas cidades.
 
Uma capital versátil
Metade continente, metade ilha, Vitória é a capital onde o bem-estar vai às alturas. Ruas bem conservadas e limpas, com a vantagem de desaguarem no mar, margeiam prédios com apartamentos de luxo, em frente a praias extensas e convidativas. Menores, as ilhas do Boi e do Frade são repletas de mansões e recomendadas para uma “praiana” — dia reservado ao sol e ao banho de mar. Apesar dos vários pontos de culto ao clima litorâneo na cidade, a atmosfera é bem mais urbana que na vizinha Vila Velha.
 
As praias da capital têm trechos classificados pela prefeitura como impróprios para banho. Na Praia de Camburi, a qualidade da água é melhor. Por isso, vale a pena se hospedar por ali — a orla é repleta de hotéis de qualidade, tem estrutura para caminhadas, lugares de descanso e de exercícios e ciclovia para os que preferem passear sobre rodas. Um dos destaques dessa praia é o Monumento à Iemanjá, uma estátua de mais de 2m de altura da Rainha do Mar. Do píer também partem passeios de escuna que rodeiam a cidade-ilha. O tour é o mais procurado no verão.
 
Da Lama ao Triângulo
Na parte debaixo da imagem, o Convento da Penha: montanhas e mar fazem o visual ficar ainda mais tentador para o turista. Foto: Yuri Barichivich/Setur
Na parte debaixo da imagem, o Convento da Penha: montanhas e mar fazem o visual ficar ainda mais tentador para o turista. Foto: Yuri Barichivich/Setur

O bairro de Jardim da Penha tem sua porção às margens da Praia de Camburi. Para encontrar bares e restaurantes num mesmo lugar, vá até a Rua da Lama, a cerca de 1,5 km da orla. O nome faz referência ao lugar antes do calçamento. No passado, bastava chover para tudo virar um lamaçal. O estabelecimento mais famoso dali é o Bar Abertura, com música ao vivo. Não deixe de provar o kieber. A iguaria é um bolinho de frango empanado com presunto e queijo e molho especial.
 
A 2km dali, o bairro da Praia do Canto conta com outro apelo. Sofisticado e com um público mais maduro, é uma excelente escolha para aproveitar a noite em Vitória. A área chamada de Triângulo das Bermudas fica na Avenida Saturnino de Brito e coleciona bons restaurantes, bares e baladas. Durante o dia, o lugar é indicado para o almoço  — e a moqueca capixaba — e para as compras.
 
Em voga
O Espírito Santo é um dos destinos registrados na plataforma Dubbi (palavra italiana para “dúvidas”), fórum de troca de informações entre viajantes. Desde o ano passado, houve crescimento de 125% na procura pelo estado no site. Quem pretende viajar para lá tem um exército de viajantes para ajudar no planejamento. Funciona assim: caso queira saber o que fazer em Vitória ou quais são as melhores trilhas e praias do estado, por exemplo, faça uma pergunta na página e receba recomendações de quem já foi até lá.
 
Para saber mais
A cidade elogiada
Entre as 27 capitais brasileiras, Vitória lidera o ranking de bem-estar, de acordo com um levantamento do Observatório das Metrópoles, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa mede o Índice de Bem-estar Urbano (Ibeu), que pode ir de zero a um. Vitória tem Ibeu igual a 0,9 — à frente de Goiânia (0,8742) e Curitiba (0,8740). Os indicadores de qualidade utilizados na pesquisa são mobilidade urbana, condições ambientais e habitacionais, serviços coletivos urbanos e infraestrutura.

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