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Operação nos estados
Policiais e bombeiros de vários estados pressionam governadores, que se veem ameaçados com a perspectiva de uma paralisação igual ou pior que a da Bahia. Veja onde a situação está pior:
Rio Grande do Sul
Policiais civis do Departamento de Investigações Criminais entregaram ontem telefones funcionais e viaturas com defeito, no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, como parte da Operação Cumpra-se a Lei. O governador Tarso Genro prometeu um calendário com a proposta salarial ainda este mês e pediu aos profissionais que “não percam a cabeça”. Agentes e delegados, que pleiteam aumentos até 2018, têm assembleia marcada para 7 de março. Até lá, delegacias que investigam crimes graves, como homicídios, roubos e delitos fazendários trabalharão em operação padrão.
Paraná
Com assembleia marcada para a próxima quarta-feira com possibilidade de greve, policiais civis do estado querem incorporação de todas as gratificações, além de correção dos últimos 10 anos, enquanto os militares pedem aumento do salário-base para pelo menos R$ 4,5 mil. Beto Richa, governador do Paraná, admitiu nesta semana o risco de uma “greve a qualquer momento”.
Rio de Janeiro
Assembleia marcada para hoje poderá decidir pela paralisação de PMs e bombeiros. O governo se prepara para negociar, enquanto passa para a opinião pública a informação de que as categorias terão aumento de 36% em 2012 e 2013. Bombeiros pedem aumento do piso de R$ 1.265,55 para R$ 3,5 mil, reajuste no vale-transporte e alimentação. Militares pedem 60% de reposição salarial.