Recife, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Por presídios mais humanos
Superlotação, insalubridade, drogas, violência. As condições das unidades prisionais do estado não são mistério para ninguém. O próprio Conselho Estadual de Direitos Humanos mantém a rotina de denunciar e coibir os abusos praticados no sistema. A mais recente foi a de que os detentos do Presídio Professor Aníbal Bruno estavam fazendo greve de fome para chamar a atenção tanto para as péssimas refeições quanto para os maus tratos praticados pelos agentes penitenciários, que estariam agindo de forma violenta tanto com os encarcerados quanto com as visitas. A situação é tão crítica que qualquer iniciativa no sentido de melhorá-la deve ser recebida de braços abertos. Agora, a contrapartida está vindo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco. A entidade vai ministrar um curso de capacitação para os agentes sobre direitos humanos e os atributos dos advogados. O objetivo é atualizar os funcionários, os antigos e os que acabaram de ingressar no quadro, sobre as garantias que os detentos têm, por lei, de serem atendidos por um advogado com privacidade e segurança, além de abordar outras questões que ferem a dignidade humana, como o desrespeito à orientação sexual, ideológica e religiosa dos presos, a tortura e a violência praticada nas celas. No plano ideal, a OAB vislumbra poder contar com a ajuda dos agentes penitenciários para tornar o sistema penitenciário menos selvagem. O curso começa em fevereiro e deve atender todas as unidades estaduais. Se o resultado da parceria com a Secretaria de Ressocialização tiver êxito, o próximo passo da OAB será levar a proposta de disseminar os conceitos de direitos humanos para a nossa Polícia Militar.
Cadê os cones?
Os passageiros de um táxi do Recife tiveram que descer no meio da corrida e pegar outro transporte depois que o carro quebrou ao esbarrar nessa “sinalização” aí da foto. A barreira feita de paus e latas foi colocada ontem na Estrada do Arraial por funcionários da prefeitura para “avisar” aos motoristas de que um serviço de manutenção está sendo feito no local. Será que bancar o conserto do veículo sai mais barato que colocar cones na pista, como deveria ser?
Metrô bizarro
É preciso ter muito estômago para encarar uma viagem na Linha Sul do metrô do Recife. Ontem, um usuário presenciou um homem vendendo dvds piratas de fotos e vídeos de bizarrices, como imagens de acidentes, mutações animais e até extraterrestres. Ao exibir o seu catálogo, o ambulante ainda alertava para a possibilidade de alguém passar mal com as cenas chocantes. Esta coluna já tinha denunciado que o comércio informal e a mendicância fazem a festa nos vagões do metrô, mas esse requintado mau gosto é uma triste novidade.
Postes e direção
Não se sabe se por imprudência ou falta de atenção, mas o fato é que os motoristas do estado acertaram em cheio os postes em 2011. A Celpe informou que 1.447 unidades - 42% a mais que em 2010 - tiveram que ser trocadas depois de serem alvo de veículos. A concessionária pagou, em média, R$ 900 mil para substituir os postes avariados. Mas o custo maior foi para a população, que, somando os episódios, ficou cerca de 6,6 mil horas sem energia elétrica à espera do conserto das estruturas.
Descarte correto
Camocim de São Félix, no Agreste, vai ganhar uma unidade de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos nesta quinta-feira. O posto vai atender 15 cidades da região e cerca de três mil agricultores que agora poderão dar uma destinação ambientalmente correta a esses recipientes tóxicos. Essa logística é uma exigência da legislação federal e está sendo implantada no município pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), dentro do programa Campo Limpo.
No ritmo da inclusão
Depois de uma longa jornada de ensaios, que começou em julho do ano passado, os jovens do Maracatu Batuque Apabb estão prontos para estrear no carnaval 2012. O grupo é formado por 25 pessoas com deficiência beneficiadas pela Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade. Sob a regência de João Alencar e a coreografia de Dianne Mabel, os jovens já têm participação agendada nos blocos BB Folia e Me Segura Senão Eu Caio.