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Eles são a cultura viva
Paulo Carvalho
Recife, quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Maria Amélia da Silva, mestre Galo Preto e Maracatu Estrela de Ouro, de Aliança, são novos Patrimônios Vivos de Pernambuco
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Mestre Galo Preto dedicou 65 anos ao coco, em Aliança. Imagem: HELDER TAVARES/DP/D.A PRESS
Maria Amélia da Silva, 88 anos, ceramista de Tracunhaém; Tomás Aquino Leão, o mestre Galo Preto, 76 anos, 65 deles dedicado ao coco; Maracatu Estrela de Ouro, do sítio Chã de Cambará, de Aliança, em atividade desde 1882. Eis os três nomes escolhidos na manhã de ontem pelo Conselho Estadual de Cultura para o grupo de Patrimônios Vivos de Pernambuco. O anúncio foi realizado na sede do Conselho, por Severino Pessoa, presidente da Fundarpe, e Marcus Accioly, presidente da casa. Os novos patrimônios foram eleitos, por unanimidade, em reunião realizada no auditório Renato Carneiro Campos. Os conselheiros partiram de uma lista de inscrições que somava 130 processos de candidatos habilitados.

“É um trabalho feito em parceria com a Fundarpe, que faz as inscrições, realiza uma pontuação que leva em consideração a idade, a competência, a capacidade de ensino, a competência e a tradição desses nomes. A dificuldade é muito grande e dessa vez o Conselho conseguiu escolher uma ceramista que começou a trabalhar com sua arte aos oito anos. Maria Amélia simboliza hoje aquela cidade que tem a maior tradição na cerâmica no estado. Depois dela, temos o Galo Preto, que é um cantador que possui uma história com a qual Pernambuco possui grande débito. Galo Preto cantava na Praça do Diario, e assisto isso desde que me entendo por gente. Finalmente temos o Maracatu Estrela de Ouro que remonta às raízes do Mestre Salustiano e é comandado por Zé Lourenço, José Lourenço da Silva (conhecido também como Zé Batista)”, apresentou Marcus Accioly.

 Também segundo Accioly a lei que define as regras de escolha dos Patrimônios Vivos deve ser alterada. “O Conselho tem se articulado e devemos passar da escolha de três para dez ou mais patrimônios”, afirmou o poeta. De acordo com a Lei do Patrimônio Vivo (nº 12.192, de 2 de maio de 2002), os candidatos devem ser brasileiros, residentes em Pernambuco há mais de 20 anos, comprovar a participação em atividades culturais há mais de 20 anos e estar capacitados para transmitir seus conhecimentos ou técnicas a aprendizes.

 Ainda segundo a lei, a cada ano a lista de patrimônios vivos deve nomear três novos nomes, que receberão, quando pessoas físicas, bolsas vitalícias de R$ 856,47 e R$ 1.712 mensais, quando se tratarem de grupos e associações. Até agora o Conselho Estadul de Cultura já nomeou 30 nomes e deve atingir o número de 60 representantes em até o ano de 2021.




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