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Dilma Rousseff assinou a contratação de obras em 1.116 municípios brasileiros. Imagem: ANTÔNIO CRUZ/ABR |
No início do segundo semestre do ano que vem, moradores de 1.116 municípios brasileiros com até 50 mil habitantes poderão começar a ver obras de saneamento e esgoto saírem do papel. A presidente Dilma Roussef assinou ontem a contratação dessas 1.144 obras, avaliadas em R$ 3,7 bilhões. A maior parte desse total, R$2,6 bilhões, já está prevista no Orçamento Geral da União, o restante sairá de financiamento público federal.
Até 2014, o governo federal planeja investir R$ 5 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2) no abastecimento de água e esgotamento sanitário dessas cidades com população inferior a 50 mil habitantes. Ao todo, o PAC 2 prevê investir durante os quatro anos do mandato da presidente R$ 35,1 bilhões em saneamento básico em todo país.
A presidente lembrou que alguns anos atrás era inviável fazer um investimento desse tamanho devido ao monitoramento do Fundo Monetário Internacional (FMI). O FMI permitia o orçamento máximo de R$ 500 milhões para saneamento. “Há uma diferença e tanto, de R$ 500 milhões para R$ 35,1 bilhões em menos de oito anos”, destacou.
Além das obras de saneamento, água, esgoto e urbanização, o governo federal incluiu no PAC 2 máquinas e equipamentos para manutenção de estradas e sinalizações. Durante a assinatura dos contratos, Dilma destacou que esses municípios concentram grande parte da produção de alimentos do país. “Estrada com sinal é precondição para o escoamento dessa produção”, acrescentou.
O Brasil tem 4.866 cidades com menos de 50 mil habitantes. De acordo com o Ministério das Cidades, desse total, 2.701 se cadastraram e 41% foram atendidas. Entram nesta lista de beneficiadas, cidades como Sacramento (MG), Quirinópolis (GO) e Pindorama (SP). Segundo o ministro da pasta, Mário Negromonte, as obras escolhidas foram as que apresentavam os projetos mais avançados, viáveis tecnicamente e que beneficiavam o maior número de pessoas.