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Em ato, PSD filia mais dez prefeitos
Recife, sexta-feira, 30 de setembro de 2011
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Parlamentares comentam criação do PSD em Pernambuco

André de Paula fez festa para receber novos filiados. Imagem: EDVALDO RODRIGUES/DP/D.A PRESS
O PSD segue sua sina de “porto seguro” para quem quer se filiar sem risco de perder o mandato. Governista, respaldada pelo governador Eduardo Campos (PSB), a legenda continua a atrair novas peças e fechou ontem o dia com dez prefeitos. Nove deles provenientes do DEM. Além dos oito já anunciados na quarta-feira, declararam ontem adesão à nova sigla os gestores de Ibirajuba, Pedro Evangelista de Aranda (Galego), e de Cachoeirinha, Carlos Alberto Arruda Bezerra (Beto de Tota). Ao mesmo tempo, o DEM, pelo menos publicamente, não esboça preocupação com a perda de quadros. “A apreensão é zero”, disse o deputado Mendonça Filho, presidente estadual da legenda.

Segundo ele, o PSD nasceu governista e, por isso mesmo, é natural o adesismo. “Não tenho preocupação. Cada um segue seu caminho. Nós vamos seguir o nosso. Seguimos na oposição. Nossa preocupação é procurar ocupar nossos espaços”, afirmou. Além dos já citados, pediram desfiliação do DEM os prefeitos José Barbosa (São José da Coroa Grande), Dadau Carvalho (Tacaratu), Elias Lira (Vitória de Santo Antão), Jonas Camelo (Buíque), Lula da Capivara (Frei Miguelinho), Marcos Calado (Angelim), Eduardo Tabosa (Cumaru).

Ontem também o PSD oficializou a comissão executiva do Recife. O ex-veredor José Neves ficou na presidência e o vereador Gilvan Cavalcanti com a 1ª vice-presidência. Os também vereadores Romildo Gomes e Maré Malta são, respectivamente, secretário e 1º tesoureiro e o ex-vereador Cláudio Borba, 2º tesoureiro. Malta, um dos nomes que mais causaram surpresa ao deixar o PPS e se filiar ao novo partido, disse que a criação do PSD é um desafio. “Muitos políticos entraram e saíram da vida pública e não tiveram a oportunidade de fundar uma legenda, algo que classifico como singular. Estou muito motivado para trazer minhas ideias e poder participar do coletivo partidário, que é quem vai tomar as decisões”.

Malta revelou ainda que obteve a garantia de independência para trabalhar e ter, sobretudo, voz. Segundo ele, a antiga legenda não oferecia a confiança de que precisava. “Não encontrava segurança no ambiente do PPS”, frisou. Informações de bastidores indicam que ele deixou o PPS por conta de dificuldades que poderia enfrentar com a possível candidatura do presidente do partido, Raul Jungmann, à Câmara do Recife. Anteontem, Jungmann afirmou ter ficado chocado com a atitude do vereador e disse ter lhe garantido que não disputaria a Câmara.

Hoje, quando serão completadas 48 horas da desfiliação de ocupantes de cargos eletivos dos seus antigos partidos, o PSD deve começar a efetivar, de fato, suas filiações.




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