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Imagem: MAURENILSON/CB/D.A PRESS |
A cada mês, 75 milhões de pessoas retomam as atividades de prefeito em uma cidade, cerca de 34 milhões cuidam de fazendas, 10 milhões servem refeições em cafés, mais de três milhões viajam no tempo atrás de objetos históricos e cinco milhões comandam uma máfia. Essa é apenas uma parte do universo dos usuários de jogos sociais presentes em sites como o Facebook e o Orkut. Só na rede de Mark Zuckerberg são 200 milhões de usuários que participam dos games mensalmente. Os aplicativos seguem uma linha básica: a necessidade de captação de mais amigos para evoluir. As interações, quais sejam elas (roubos, casamentos, construções etc.), dependem do número de parceiros, vizinhos e relacionamentos que o player conseguir juntar. O nome game social é fruto dessa união dos passos dos jogos com a interação fornecida pelas redes sociais.
Além de viciantes, eles geram lucro para as empresas. De acordo com a consultoria eMarketer, as plataformas devem movimentar no mundo US$ 1 bilhão até o fim deste ano — sendo R$ 300 milhões no Brasil. Tamanha quantia e volume de acessos que um jogo pode gerar despertou a atenção de empresas com tradição em games para outras plataformas, como a Electronic Arts (EA). Um dos produtos de maior sucesso da companhia, The Sims, ganhou a versão social e está disponível no Facebook. Em menos de uma semana após o lançamento, ele recebe diariamente mais de 7 milhões de usuários, de acordo com a App Data, e está entre os cinco mais jogados no Facebook.
Seguindo o mesmo caminho está O poderoso chefão que vai desembarcar em breve na rede social de Mark Zuckerberg. O jogador é convidado a escolher uma das cinco grandes famílias que formavam uma máfia em Nova York e lutar por dinheiro e poder. Tudo isso com a ajuda dos amigos do Facebook.
O recém-chegado Google também faz suas apostas nesse segmento. A plataforma social de crescimento mais rápido em números de usuários quer convencer os cadastrados a ficar e a explorar a rede. Para isso, incluiu 16 jogos, como o Angry Birds, o Zynga Poker e o Crime City. “Queremos fazer da atividade de jogar on-line tão divertida e tão significativa como se fosse na vida real”, explicou Vic Gundotra, vice-presidente sênior da empresa, em nota. Para tentar barrar o fortalecimento do Google nesse setor, o Facebook prometeu aos produtores de jogos aumentar a participação dos games na página.
O Brasil também desponta como um bom mercado consumidor de jogos sociais. “A inclusão digital permitiu a descoberta das redes sociais e de todas as suas formas de entretenimento”, explica Daniel Kafie, CEO da Vostu, maior desenvolvedora dessa área no país.A gratuidade da maior parte das funções é um dos pontos que mais atrai os usuários. “Há opções que o jogador pode gastar, mas não é mandatório”, afirma Reinaldo Normand, um dos fundadores da 2Mundos, empresa de jogos sociais.