Edição de quarta-feira, 6 de abril de 2011
Bicho feio
No interior, até o acidente de Fukushima, usina nuclear parecia um nome tão sonoro quanto telescópio robótico gigante. Esse já foi instalado em Itacuruba (Sertão do Moxotó) e a outra também seria, até o tsunami acabar de arrasar a cidade japonesa e provocar o maior vazamento radioativo da história (caminha para isso). Pânico mundial. Por isso, é quase certo que cidadãos itacurubenses nunca mais queiram ouvir falar em receber uma unidade geradora de energia atômica, mas, antes deles, existe uma região inteira repudiando qualquer proximidade com ´bichos feios` assim. O debate cresce na medida do pavor, porém, já não se pode dizer que o medo é apenas fruto do impacto emocional causado pelo episódio, porque quanto mais o tempo passa, mais a rejeição ao projeto aumenta. O Departamento de Energia Nuclear da UFPE quer entrar no cenário de discussões para ajudar a que sejam colocados os pesos certos na balança. Às 16h de sexta-feira, o professor Carlos Brayner estará no auditório do Departamento de Física de frente para interessados em tirar dúvidas, antes de se posicionar a favor ou contra. Mas deve, já de começo, encontrar argumentos assim: depois das garantias dadas pelo poder público de que a usina de Chernobyl era segura, fica difícil confiar na palavra de governantes. Certo, pois até mesmo no episódio do Japão vê-se bem a distância entre o discurso oficial e a repercussão dos efeitos da tragédia na vida das pessoas e no meio ambiente.
Nem um dedo de prosa
São muitas as reclamações de representantes do trade com as dificuldades para conseguir agendar um encontro com o secretário de Turismo do estado, Alberto Feitosa, ou com o presidente da Empetur, Andre Correia. Apontando para o calendário, mostram que lá se vão três meses depois da posse e ´nenhum dedo de prosa`.
Pobre de notícias
A falta de diálogo é tão notória quanto a de notícias importantes para o trade. Basta uma olhada nos boletins da Empetur. O último saiu com a visita de alunos de Escada e do Recife a Suape, a participação do órgão em uma feira em Lisboa/Portugal (eventos internacionais são sempre prestigiados) e a entrega de uma placa, pela Infraero, ao secretário Feitosa, como reconhecimento ao fato de ele ter sido presidente do aeroporto dos Guararapes.
Baú de ironias
E para não dizer que a atuação do secretário de Turismo do Recife, André Campos, está matando de felicidade os integrantes do segmento, muitos preferem se valer do baú de ironias: ´E a posse já aconteceu?`. Pois é, pois é.
Luxo barcelonês
Vão-se os ambulantes, fica o lixo. Todas as noites, na recém-libertada Sete de Setembro (centro), a cena se repete - sacos e mais sacos jogados na rua. Cidades como Barcelona (Espanha) evitam problemas assim colocando três contêineres grandes, frequentemente esvaziados pelo pessoal da prefeitura que se encarrega de manter tudo limpo. Será que a medida, aqui, seria um luxo muito grande?
Pardieiro
É claro que ambulantes da Avenida Dantas Barreto, na reunião com representante da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras, ontem, recusaram a proposta de ir para o 6º módulo do Camelódromo. É um pardieiro onde não entra ´nem bode para passar a chuva`.
Fim da adivinhação
O Hospital Júlio Alves de Lira, em Belo Jardim (Agreste), que na semana recebeu mais de 200 alunos com sinais de intoxicação alimentar, dá algumas lições a grandes centros médicos da rede pública. Em cumprimento a uma lei que ninguém parece dar bola, determinou a médicos da casa esquecer receituários preenchidos à mão. Só receita digitadas.
Moderninho
O hospital, a propósito, quer tudo com informatização. Tornou-se, semana passada, o primeiro do estado a implantar o sistema DataSus, do MS, que permite, através do software Hospub, informatizar todas as informações do Sistema Único de Saúde. De marcação de consultas e exames à distribuição de medicamentos e materiais hospitalares.